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Demolição em prédio ao lado de CMEI preocupa pais de alunos em Vitória

Pais das crianças que estudam no CMEI Ernestina Pessoa, que fica ao lado do antigo Colégio Americano, que passa por demolição, estão preocupados com a situação do local que pode ter a estrutura afetada

A demolição de parte do antigo Colégio Americano, no Centro de Vitória, tem preocupado pais e professores das crianças de 1 a 5 anos que frequentam o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Ernestina Pessoa, que funciona ao lado do edifício. A preocupação é que, mesmo com uma interdição da Defesa Civil e o suposto risco de queda de paredes, como afirmam os pais, as aulas continuam acontecendo.

Os pais que conversaram com a equipe de reportagem do Gazeta Online preferem não se identificar e explicam que depois que parte da estrutura do antigo colégio demolida, outras paredes que fazem parte da estrutura do CMEI podem ter sido afetadas. Agora, eles cobram da prefeitura uma solução, seja a interdição do local ou a transferência dos alunos para outro ambiente.

"A obra foi paralisada, a Defesa Civil veio aqui e não sabemos o resultado do laudo. A comunidade está abalada, estamos sem saber o que fazer e o mestre de obras diz que ele tem que trabalhar", relatou a mãe de alunos que frequentam o CMEI.

 

Outra mãe diz que a Defesa Civil interditou salas de aula e até o pátio, mas as aulas continuam acontecendo. Os pais contaram que na manhã de terça (12) houve uma reunião com a Secretaria de Obras e Habitação da Prefeitura de Vitória, que pediu alguns dias para encontrarem uma solução.

"A secretaria diz que não tem risco para os alunos, mas eles vão demolir uma parte que é colada ao colégio e a gente tem que perguntar quais são os riscos, porque essa parede pode cair para dentro ou para fora da escola. Como a gente deixa o filho correndo perigo? Fora o barulho e a poeira. Queremos saber se eles vão paralisar as aulas ou transferir para outro lugar", disse uma das mães.

O OUTRO LADO

Procurada pela reportagem do Gazeta Online, a secretária de Educação de Vitória, Adriana Sperandio, esclareceu que a Defesa Civil esteve no CMEI e identificou que a parede de uma das salas de aula apresentava preocupação. O problema, segundo a secretária, não é grave e foi resolvido apenas com a locomoção da turma para outro espaço.

Questionada também sobre a possibilidade ou necessidade de mudança de local para as crianças, a secretária afirma que não valeria a pena e que seria muito tempo perdido até que a alteração de espaço fosse feita, por isso trabalham com a possibilidade de antecipar uma semana das férias de julho ou repor aulas que forem perdidas.

"Na quinta e sexta-feira pós-carnaval aconteceria uma etapa de demolição, então conversamos com o conselho de pais da escola e as crianças ficaram sem aula durante os dois dias. A gente monitora a demolição pela Secretaria de Obras e acompanhamos com a Defesa Civil, e toda essa pactuação envolve o conselho da escola. As atividades não podem causar prejuízo aos funcionários e alunos, então estamos decidindo se vamos antecipar as férias de julho ou trabalhar com reposição das aulas, que devem precisar ser interrompidas por mais uma semana. A demolição tem o tempo máximo de quatro meses e iniciou no final de janeiro, a expectativa é terminar entre final de março, início de abril. É bom ter a família acompanhando, a gente acolhe muito bem e espera que eles participem, porque quanto mais gente para ajudar, melhor", explicou a secretária.