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Morte de cachorro em Jardim da Penha: dono não teve culpa, aponta CPI

Dono do animal prestou esclarecimento para a CPI dos Maus Tratos aos Animais nesta quinta-feira (14)

Cachorro morre após ser preso em varanda de apartamento em Vitória
Cachorro morre após ser preso em varanda de apartamento em Vitória
Foto: Reprodução/ TV Gazeta

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo ouviu nesta quinta-feira (14) o dono do cachorro que morreu na varanda de um apartamento em Jardim da Penha, em Vitória, no domingo (10). Emocionado, ele disse que não viu que o animal estava preso na varanda quando saiu de casa.

A deputada estadual Janete Sá presidiu a CPI ao lado do também deputado estadual Lorenzo Pazolini. Eles ouviram depoimentos de testemunhas de acusação, defesa e o rapaz responsável pelo animal. Os relatos foram acompanhados pelo delegado titular da delegacia de Meio Ambiente.

O dono do cachorro contou que no domingo deu um banho no animal, fechou a porta da varanda e saiu para almoçar. O jovem declarou que achava que o cachorro estava no quarto.

Muito emocionado, o dono do cachorro chorou durante o depoimento e explicou que a morte do buldogue francês foi um acidente. Pessoas que acompanhavam o relato aplaudiram o rapaz depois que ele terminou de depor.

Após ouvir os envolvidos, a CPI dos Maus-Tratos aos Animais entendeu que o dono não teve culpa na morte do animal e deu o caso por encerrado. A Polícia Civil continua as investigações.

Dono de cachorro prestou depoimento nesta quinta-feira (14)
Dono de cachorro prestou depoimento nesta quinta-feira (14)
Foto: Reprodução/TV Gazeta

O CASO

Vídeos e fotos gravadas por vizinhos mostram que o cachorro não tinham como ir para outro cômodo durante todo o dia. Quando as pessoas conseguiram entrar no local para o resgate o cachorro já estava morto.

O Corpo de Bombeiros informou que recebeu um chamado pouco antes das 16h do domingo. Uma pessoa contou que o cachorro estava preso.

Uma equipe do Ciodes teria ligado várias vezes para a pessoa que fez a denúncia, para validar a ocorrência, mas como não teve retorno cancelou o chamado.

Por isso, a equipe não foi ao local. Os bombeiros explicaram que retornar a ligação é um procedimento padrão para se prevenir de trotes.