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Pacientes reclamam de demora no atendimento na UPA da Serra

A gestante Rebeca de Souza Moreira de Almeida, de 25 anos, aguardou oito horas para ser chamada pela equipe médica

Rebeca de Souza Moreira de Almeida, de 25 anos, aguarda por uma consulta médica há oito horas
Rebeca de Souza Moreira de Almeida, de 25 anos, aguarda por uma consulta médica há oito horas
Foto: Fabiana de Jesus dos Santos

Oito horas. Esse é o tempo que a gestante Rebeca de Souza Moreira de Almeida, de 25 anos, aguardou por uma consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Serra. Ela relata que chegou ao local por volta das 10h30 desta sexta-feira (29) com uma torção no joelho e só foi chamada pela equipe médica horas depois.

"Estou grávida de 31 semanas e tenho que lidar com essa demora. Mas não sou a única, há pacientes que chegaram aqui antes de mim e continuam esperando", desabafa.

A autônoma Fabiana de Jesus dos Santos, 32 anos, é uma delas. Às 9h deu entrada na UPA e afirma que os funcionários não oferecem explicações a respeito da demora e ainda tratam com ignorância as pessoas que procuram esclarecimentos. "Isso é um descaso com a população", diz.

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Quem também passa pela mesma situação é Janaína de Souza Costa, 36 anos. A comerciante contou que desistiu de aguardar pelo atendimento e terá que recorrer a um hospital particular. "Não consigo esperar mais, estou indo para um hospital particular. Infelizmente, terei que pagar uma consulta", declara.

Há ainda relatos de uma mulher que teria desmaiado na recepção da Unidade e um homem que foi atendido por uma estudante de Enfermagem.

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OUTRO LADO

Procurada, a Prefeitura da Serra, por meio do Subsecretário de Saúde, Aldo Lugão, explicou que a demora no atendimento tem se justificado principalmente pelo aumento da demanda de pacientes com dengue. "Estamos passando por um período de alerta para a dengue, com aumento do número de atendimentos. Além disso, devido ao período quente que enfrentamos, as doenças do verão ainda se fazem presentes, com problemas respiratórios e gastroenterites. O paciente com dengue vai várias vezes à UPA. Estamos tentando aumentar o contingente de médicos para minimizar o problema", informou.

Além de questões sazonais, o médico e subsecretário atenta para que a população entenda que as UPAs lidam com atendimento emergencial, sendo que pessoas que chegam em situação de urgência e emergência são atendidas prontamente. Os pacientes com casos ambulatoriais, que poderiam recorrer aos postos de saúde convencionais, não têm atendimento negado, mas são orientados de que serão chamados apenas quando possível, sendo que a prioridade é dos casos mais graves. "Estamos atendendo ao pedido de aumentar a quantidade de postos com hidratação, para colocar pacientes no soro. Neste sábado (30) haverá posto de hidratação na própria UPA", completou.

Quanto à qualidade do atendimento dispensado por funcionários, o Subsecretário acrescentou que é frequente o treinamento concedido aos trabalhadores da saúde na Serra. No entanto, apesar de se mostrarem solidários, a situação com que lidam é geralmente de stress. "Quem está ali trabalha intensamente para solucionar problemas, mas ainda assim recomendamos a acolhida e humanização do atendimento. Se houve algo pontual a ser destacado, deve ser apurado", concluiu.

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