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Sem ciclovia, calçada e sinalização: Leitão da Silva tem trecho liberado

DER-ES garante que nas próximas semanas o trecho será finalizado, mas que a obra precisa "ter uma fluidez"

O acesso à Avenida Leitão da Silva, em Vitória, pela Rua Dona Maria Rosa, permaneceu bloqueado por toda a manhã desta terça-feira (19), data anunciada pelo Governo do Estado em que estaria, finalmente, liberado para motoristas. O acesso estava fechado desde o fim de 2017, em prosseguimento às obras na avenida, que se arrastam desde 2014.

Apesar do anúncio da liberação do acesso, motoristas foram surpreendidos pelo bloqueio logo cedo. É que o dono de uma oficina mecânica no local mantinha veículos para conserto na pista. E disse à reportagem que não havia sido comunicado anteriormente para a retirada dos carros por conta da liberação que seria feita no trecho. Segundo o mecânico, ele só foi comunicado nesta terça-feira, em cima da hora. Com toda essa situação, liberado mesmo pela manhã só estava o trecho da Avenida Maruípe à Rua das Palmeiras.

Somente às 15h40, os veículos que obstruíam a passagem foram retirados e o acesso à Leitão da Silva pela Rua Dona Maria Rosa foi liberado para tráfego, absorvendo o fluxo de quem desce a Ponte da Passagem e desafogando o trânsito da Avenida Nossa Senhora da Penha.

SEM CALÇADA, SEM SINALIZAÇÃO E SEM CICLOVIA

A via liberada nesta terça-feira (19) ainda está sem calçada, sem sinalização e sem ciclovia. As obras na avenida se arrastam desde 2014, acumulam vários atrasos e só devem ser finalizadas em novembro de 2019, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo (DER-ES).

A liberação parcial do trecho nesta manhã — uma vez que o acesso à Leitão da Silva permanecia bloqueado devido aos carros de uma oficina mecânica estacionados na via — contou com a presença do governador Renato Casagrande, do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e o diretor-geral do DER-ES, Luiz César Maretto, que tiveram que ouvir protestos de motoristas, que passavam gritando que a obra era "uma vergonha". O governo afirma que o atraso se deve à gestão anterior.

Quem também protestou enquanto os políticos passavam pela avenida foi a comerciante Ariana Guimarães. Ela é dona de um restaurante, teve que demitir funcionários durante as obras porque o movimento caiu bastante, já que as obras duram cinco anos.

"Falta de respeito com os comerciantes da Leitão da Silva, a gente é esquecido aqui. Somos um bando de palhaços que só servem para pagar imposto para esse governo que esquece o comércio", afirmou a comerciante.

Maretto declarou que a ideia é dar fluxo no trânsito, mesmo faltando terminar o trecho - que ainda não tem ciclovia, canteiro central e calçada prontos. “Nós estamos trabalhando para terminar. Essa é, no geral, é a intenção minha pessoal de ter vindo aqui hoje para terminar o trecho. Está pronto? Não está. Os trechos estão sem calçada e sem ciclovia e aqui não é diferente. Só que até o final desta semana a gente fecha o meio fio, na semana que vem a ciclovia… Enfim, a obra precisa ter uma fluidez. Não vou esperar novembro para abrir a Leitão da Silva integralmente como alguns querem. Eu vou abrir a cada 15 ou 20 dias e vou convidar vocês”, declarou.

A abertura do trecho foi um alívio para os comerciantes que acumulam prejuízos desde o começo das obras, como destaca o dono de um cerimonial, Rommel Dias. "Várias empresas fecharam. Tem um galpão aqui do lado que está sem alugar há três anos. É um prejuízo muito grande".

O QUE MUDA 

De acordo com o DER-ES, com a liberação, os motoristas que descem a Ponte da Passagem não precisarão mais passar pela Reta da Penha para acessar a avenida Leitão da Silva, com três faixas no sentido Beira-Mar. O DER ainda afirmou que os trechos voltam a ter trânsito nos dois sentidos — Maruípe e Beira-Mar. O próximo trecho a ser liberado, em abril, será entre a rua das Palmeiras e a avenida Robert Kennedy.

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Em nota, a Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, informou que, devido à liberação, não haverá mudança no acesso ao bairro Itararé, e nem ao hospital particular que fica às margens da avenida.

A secretaria ainda disse que uma equipe da Guarda Municipal vai ficar no cruzamento entre a Rua das Palmeiras e a Leitão da Silva. 

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