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Transporte para pacientes renais crônicos é prejudicado na Serra

A prefeitura da Serra declarou, em nota, que o problema já foi resolvido e que colocou 12 veículos substituindo a terceirizada

Prefeitura da Serra declarou que o problema já foi resolvido
Prefeitura da Serra declarou que o problema já foi resolvido
Foto: Guilherme Ferrari

Quem depende do transporte para pessoas com insuficiências renais crônicas na Serra está reclamando que o serviço não está funcionando desde a manhã desta sexta-feira (15). Isso porque, segundo pacientes, a prefeitura do município não repassou os valores devidos e eles foram informados que os serviços foram paralisados.

Um dos prejudicados pelo problema é o aposentado Dercílio Duarte Pereira, de 79 anos. A filha dele, a auxiliar administrativo Heliane Moreira Duarte, de 53 anos, declarou que o marido, Viano, teve que levar o pai de madrugada de Bairro de Fátima até uma clínica de Laranjeiras.

“O transporte leva e busca ele da clínica. Ele é idoso e não tem condições de andar de ônibus, porque fica todo ‘mole’ quando sai da hemodiálise. Os rins dele não funcionam e ele precisa ir durante três dias na semana”, declarou.

Heliane lembra que só na clínica em que o pai dela frequenta são três turnos de hemodiálise e muitas pessoas utilizam o transporte para ir até o local. Ela conversou com funcionários da empresa. “O transportador disse que desde setembro a prefeitura não passa a verba. Vai ser um transtorno para todo mundo. Quando era da prefeitura o transporte, não acontecia isso. Só agora que virou terceirizado”, completou.

A auxiliar também espera que o serviço volte logo, porque não sabe como vai fazer na próxima semana, caso a situação não seja regularizada. “Ele faz hemodiálise segunda, quarta e sexta. Meu marido tem que buscar ele 11 horas da manhã. Ele não pode ficar saindo do trabalho e meu pai não pode pegar ônibus depois de quatro horas em uma máquina”, lamentou.

O OUTRO LADO

A prefeitura da Serra declarou, em nota, que o problema já foi resolvido e que colocou 12 veículos para fazer o transporte dos pacientes. A prefeitura disse apenas que isso foi feito “enquanto a empresa regulariza sua situação documental”, mas não falou sobre atrasos em repasses para a terceirizada.

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