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Aumenta número de moradores em situação de rua em Vitória

Enquanto a média do ano passado foi de 250 moradores em situação de rua, para este ano o número subiu para 280 nas ruas de Vitória, segundo levantamento feito pela Prefeitura

Morador em situação de rua dorme na calçada em Jardim Camburi
Morador em situação de rua dorme na calçada em Jardim Camburi
Foto: Caíque Verli

O número de moradores em situação de rua não para de crescer em Vitória. Seja por falta de moradia ou por problemas particulares, homens e mulheres cada vez mais vivem embaixo de marquises, calçadas e bancos de praça da capital.

Enquanto a média do ano passado foi de 250 moradores em situação de rua, para este ano o número subiu para 280 nas ruas de Vitória, segundo levantamento feito pela Prefeitura. 

Um dos bairros que mais sofrem com esse problema social é Jardim Camburi. Moradores relatam que têm medo de que o problema aumente a insegurança no bairro. Um síndico chegou a registrar, em novembro do ano passado, um boletim de ocorrência contra um morador em situação de rua por ameaças.

O presidente da Associação de Moradores do bairro, Enoque Sampaio, defende que a Prefeitura tenha um trabalho mais eficiente de abordagem e apoio para essas pessoas que não têm onde morar. "O Estado e o Município precisam tomar uma providência. O que não pode é deixar como está porque está gerando prejuízo para a sociedade de forma geral", aponta.

Anderson Germano, síndico, diz que os moradores do bairro estão com medo de andar à noite pelas ruas de Jardim Camburi.

"Você está passeando a noite com o seu filho, você não conhece a pessoa que está na rua e qual a situação dela. Geralmente são pedintes e você se sente um pouco até coagido", critica.

A secretária de Assistência Social de Vitória, Iohana Kroehling, admite que é sério o aumento do número de moradores em situação de rua, mas aponta que essa é uma realidade nacional e não apenas local. Reforçou também que a prefeitura faz um trabalho diário de abordagem desses moradores para tentar levá-los para os albergues.

"Sobre a questão da retirada das pessoas das ruas, a gente não pode obrigá-las a sair. Não existe legislação que determine ou que ampare isso. A Prefeitura realiza o trabalho dela de abordagem social. Fazemos o trabalho de 8h até 00h, de segunda a sexta, e de 8h até 23h, aos sábados, domingos e feriados, abordando e ofertando os nossos serviços", aponta.

A população pode acionar as equipes de Abordagem de Rua, que funciona de segunda a domingo, inclusive feriados, das 8 horas até meia-noite. Para isso, basta ligar para o 156 Online.

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