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Com filha desacordada, mãe pede ajuda à padroeira do ES e menina sobrevive

Sozinha e sem ajuda, a dentista Giselle Spinasse Pandolfi pediu a intercessão de Nossa Senhora da Penha. Logo em seguida, a menina despertou

Euclides de Azevedo, Luisa Spinasse, Giselle Spinasse e Mariana Spinasse no Convento
Euclides de Azevedo, Luisa Spinasse, Giselle Spinasse e Mariana Spinasse no Convento
Foto: Bernardo Coutinho

Uma devoção que começou em casa e foi crescendo ao longo dos anos. De maneira especial, quando uma das filhas da dentista Giselle Spinasse Pandolfi caiu da pia da cozinha, com um ano de idade, e sobreviveu.

Sozinha e sem ajuda, ela pediu a intercessão de Nossa Senhora da Penha. Logo em seguida, a menina, que já estava desacordada, despertou.

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Na época, Giselle morava em Jardim Camburi e fez o pedido ao ver um pedacinho do Convento pela janela. Veja a história de fé da dentista com a padroeira do Espírito Santo. 

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VESTIBULAR

Acredito que minha devoção à Nossa Senhora tenha sido hereditária. Meus avós, tanto maternos, quanto paternos, sempre foram católicos e devotos de Maria.

Minha primeira experiência com a intercessão de Nossa Senhora da Penha foi a graça de ter passado no primeiro vestibular para Odontologia

Lembro-me da missa de ação de graças acompanhada de minha mãe no dia de Nossa Senhora da Penha, onde, naquela época, era celebrada no Campinho do Convento.

SONHO DE SER MÃE

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Passaram alguns anos, casei e veio o sonho de ser mãe. Mas junto dele a dificuldade de engravidar. Mais uma vez recorri aos pés de Nossa Senhora da Penha, onde tive a perda do primeiro bebê, mas depois de sete meses tive a graça de uma gravidez gemelar: o sonho de ser mãe estava por vir, Mariana e Luisa iriam chegar.

FILHA DESACORDADA

Nossa Senhora da Penha sempre me acompanhou no exercício da maternidade. O momento em que recorri a Ela com maior desespero foi quando uma das minhas filhas, a Mariana, com um aninho, sofreu uma queda da pia da cozinha e ficou totalmente desacordada.

Estava sozinha em casa com elas e comecei a gritar por ajuda... Nenhum vizinho apareceu. Do corredor do andar do prédio onde morávamos avistávamos o Convento pela janela. 

Peguei minha filha totalmente desacordada no colo e levei até aquela janela e pedi à Nossa Senhora da Penha que intercedesse junto a Jesus que não deixasse acontecer nada de ruim com minha filha

Naquele momento, Mariana acordou e, como se aquilo não tivesse ocorrido, começou a correr com a irmã pela casa. Levei ao hospital no dia do acontecimento, ela fez exames, e graças a Deus não houve qualquer alteração. Assim, sempre recorri à nossa Mãe padroeira em todos os momentos de minha vida.

TRANSPLANTE DO PAI

Há 14 anos meu pai recebeu o diagnóstico de câncer de fígado, e a única chance de vida dele seria um transplante de fígado. Eu e meu pai subíamos o Convento todas as quintas-feiras para participarmos da missa das 6h da manhã, pedindo a graça do transplante.

Com o passar dos meses, ia sozinha pois ele foi ficando muito debilitado. Após nove meses de espera, enfim tivemos a graça do transplante! Uma nova oportunidade de estarmos juntos ao meu pai vivendo uma vida nova. Mas o tempo de Deus não é o nosso. Meu pai teve uma metástase e a doença retornou no cérebro. Meu pai faleceu em casa, sereno, rezando a Ave-Maria.

E assim seguimos a vida: participando da Romaria dos Homens com meu esposo, subindo o Convento para pedir e para agradecer. Hoje continuo recorrendo sempre à Virgem da Penha, e creio no seu poder de intercessora junto ao Pai!

Ela é a Nossa Senhora das Alegrias! Como cantamos sempre: 'Virgem da Penha...minha alegria...senhora nossa... Ave-Maria!' Que nesta devoção, eu possa estar sempre transmitindo a alegria da minha gratidão!"

Giselle Spinassé Pandolfi Lage, dentista