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Sobe para quatro número de mortes provocadas pela Gripe A

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) foram três mortes provocadas pelo vírus influenza A H3N2 e um óbito por H1N1

Campanhas de vacinação ajudam a evitar a propagação da gripe
Campanhas de vacinação ajudam a evitar a propagação da gripe
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Subiu para quatro o número de mortes provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), popularmente conhecida como Gripe A, no Espírito Santo este ano. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) foram três mortes provocadas pelo vírus influenza A H3N2 e um óbito por H1N1.

Até esta terça-feira (23), o Estado registrou 27 casos confirmados da síndrome respiratória por influenza, sendo 17 por influenza A (H3N2), 05 por influenza A (H1N1), e 05 por influenza B.

> Primeiro caso de morte por supergripe é registrado no ES em 2019

A campanha de vacinação contra a gripe vai até o dia 31 de maio, com dia D de vacinação no próximo dia 06. Entretanto, a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações da Sesa, Danielle Grillo, destaca que é importante que as pessoas do grupo de risco se imunizem o quanto antes, pois a vacina demora cerca de 15 dias para começar fazer efeito.

“Agora é o período do aumento da circulação do vírus influenza. Por isso, é muito importante que as pessoas se vacinem logo, pois, o organismo demora cerca de 15 dias para a produção das células de defesa. Tomando a vacina hoje, só daqui a 15 dias ela vai estar protegida”.

De acordo com Danielle, qualquer vírus influenza, sendo A ou B pode evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas isso é mais comum em pessoas debilitadas, por isso, a importância de imunizar o grupo de risco.

“Algumas pessoas, devido a uma condição de vulnerabilidade, como um idoso, uma pessoa com comorbidade e a criança podem desenvolver uma complicação de um quadro de gripe, tendo falta de ar e desenvolver a Síndrome Respiratória Aguda Grave. A pessoa pode ser internada ou vir a óbito”.

Danielle também explica que não existe uma "super gripe", mas sim, uma complicação da doença em pessoas mais vulneráveis.

"Na verdade, não existe a questão da 'super gripe'. O que as pessoas chamam de 'super gripe' é uma complicação da gripe, que pode ser desencadeada por qualquer um desses tipos vírus Influenza, pode ser o H1N1, o H3N2 e o Influenza B", explicou. 

 

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

O médico infectologista Carlos Urbano diz que todo tipo de gripe apresenta os mesmos sintomas, como dor no corpo, febre e dor de garganta. Porém, ele destaca que as pessoas com doenças crônicas ou com imunidade baixa precisam procurar um médico nas primeiras 48 horas dos sintomas, para evitar que a gripe evolua para um caso mais grave.

“As pessoas que têm gripe e têm imunidade baixa, cardiopatia grave, lesão pulmonar grave, estão tratando de câncer ou que têm aids e crianças abaixo de dois anos e idosos devem procurar o posto de saúde nas primeiras 48 horas. Se for gripe, ela vai tomar um antiviral para a gripe não complicar ou para diminuir a chance de ela complicar”, destacou.

Ireni Correa, 83 anos, participa todos os anos da vacinação contra a gripe
Ireni Correa, 83 anos, participa todos os anos da vacinação contra a gripe
Foto: José Carlos Schaeffer

A aposentada Ireni Correa, 83 anos, todo ano se imuniza contra a gripe. “É bom se prevenir. Enquanto a gente pode, tem que se proteger”.

A vacina contra a gripe está disponível na rede privada para qualquer pessoa e também na rede pública para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, que são os idosos, crianças entre 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores, população indígena, doentes crônicos, adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas, detentos, funcionários do sistema prisional, policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.

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