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Surto em creche de Vila Velha é caso raro e agressivo, diz prefeitura

O órgão informou, ainda, que provavelmente este é o primeiro caso mais grave no Brasil

Perícia da Polícia Civil visitou creche onde houve surto de diarreia
Perícia da Polícia Civil visitou creche onde houve surto de diarreia
Foto: Vitor Jubini

A Prefeitura de Vila Velha informou nesta terça-feira (2) que o surto de diarreia que atingiu crianças e adultos numa creche particular da Praia da Costa na última semana é um caso raro e agressivo e, provavelmente, o primeiro que se tem notícia no Brasil.

A constatação é do médico e professor Lauro Ferreira Pinto, referência estadual na área de infectologia, para quem a “Secretaria de Saúde de Vila Velha agiu corretamente no sentido de procurar a fonte de contaminação e afastar os alunos de exposição na creche”.

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De acordo com as considerações do profissional, a bactéria Escherichia coli produz uma toxina conhecida por "shiga" — que, em humanos, provoca anemia, destrói hemácias e plaquetas podendo causar a síndrome hemolítica urêmica e levar à insuficiência renal, convulsão e lesão cerebral.

As infecções mais graves ocorrem em crianças de 2 a 5 anos. Ainda segundo o professor, o período de incubação da bactéria ocorre por até três dias. Mas, os pacientes sintomáticos podem continuar contaminando por até 21 dias.

A convite da Secretaria Municipal de Saúde de Vila Velha (Semsa), o professor Lauro Ferreira Pinto esteve nesta terça-feira (2) em reunião com os técnicos das Vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e Ambiental integrantes da Sala de Situação da Semsa criada para monitorar e investigar o surto.

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Diante da gravidade da situação, o secretário municipal de Saúde de Vila Velha, Jarbas Ribeiro de Assis Júnior, irá acionar por ofício o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), para que “participem das discussões diárias dos técnicos municipais ajudando na investigação e elucidação do caso”, apelou.

Enquanto isso, a Semsa continua aguardando novos resultados da Sesa de material coletado na creche particular - e no quiosque frequentado por algumas das vítimas - enviado na semana passada para o Laboratório Central da Sesa, de forma que possa avançar nas investigações e deliberar por novas medidas.

POLÍCIA CIVIL REALIZOU PERÍCIA

No início da tarde desta terça-feira (2), agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizaram uma perícia na creche Praia Baby, afetada por um surto de gastroenterite. A perícia foi motivada pela morte de um dos alunos da creche, um menino de 2 anos, que teve morte cerebral declarada na última quarta-feira (27). A intenção dos investigadores é saber se houve negligência por parte dos proprietários.

De acordo com informações atualizadas na manhã desta terça-feira, três crianças ainda estão internadas: uma em Vitória, uma na Serra e outra na Serra. As famílias não autorizaram a divulgação do estado de saúde das crianças.

Com informações de Patrícia Scalzer

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