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Veja curiosidades sobre o Convento da Penha

Árvore que chora, castelo medieval e visita de imperador estão entre os temas. Confira!

Foto: Vanda Lopes / Internauta

O Convento da Penha faz parte do imaginário afetivo dos moradores do Espírito Santo. Independentemente de religião, o local é um dos pontos turísticos mais visitados do Estado e tem o carinho dos capixabas.

>Que fim levou o teleférico que passaria pelo Convento da Penha?

Com a Festa da Penha a todo vapor, o Gazeta Online selecionou curiosidades sobre o santuário, que é fonte inesgotável de histórias. Afinal, são mais de 400 anos de existência e, a cada dia, novos depoimentos aparecem. 

Para falar do santuário, ninguém melhor do que os moradores da cidade. Batizado no Convento em 1957, quando esse tipo de celebração ainda era realizada no local, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGES), Manoel Goes Neto, conta suas recordações. 

O presidente da Academia Espírito-Santense de Letras, Francisco Aurelio Ribeiro, que também mora em Vila Velha, lembra da praga de um frade do Convento em invasores. Para completar, a reportagem pesquisou nos arquivos da GAZETA e no site do santuário. Confira. 

AS CURIOSIDADES 

1 - A "árvore que chora". Os devotos achavam que essa árvore era milagrosa, isso em 1972. Os fiéis, de tanto retirar pedaços dela, acabaram por matar a pobrezinha.

2 - Arquitetura. A cidadela que é o convento é a única construção em estilo de castelo medieval do Brasil, e ainda, inclusive, com uma ruína de senzala.

3 - Romaria. Em 1573, há a notícia da primeira romaria ao alto do Morro da Penha realizada pelos jesuítas Luís de Grã e Inácio de Tolosa, em agradecimento por terem sobrevivido a um naufrágio.

4 - Festa da Penha. Além do significado religioso que tem para o Espírito Santo, é uma das mais importantes festas para o movimento turístico capixaba, crescendo a cada ano. É o maior evento religioso do Estado, e a terceira maior festividade mariana do Brasil, e que completa neste ano 449 anos de festividades ininterruptas.

5 - Mendigos. Os mendigos que ficavam na subida do Convento da Penha eram uns 15 aproximadamente. "Eu me lembro bem quando criança de dois personagens que eu tinha muito medo: uma senhora muito feia, creio que leprosa, que agradecia a todos as esmolas, desejando boa sorte, e era tratada como Dona Boa Sorte", diz Manoel Goes.

Outro personagem citado por Manoel era o 'Aleijado do Cavalo', que andava em cima de um cavalo todo atrofiado e diziam que tinha ficado assim por ter batido na sua mãe. "Os mendigos foram retirados da subida do Convento em 1976, no governo Élcio Alvares, e levados para um abrigo na Serra", complementa.

6 - Praga do frade. Em 1653, houve e o saque dos holandeses ao Convento da Penha, às vésperas do término do domínio holandês no Brasil. Nesta ocasião, os holandeses levaram o Menino Jesus. O frei Francisco da Madre de Deus, que era o guardião do Convento da época, jogou uma praga neles.

O frade falou: 'Vocês podem levar, mas vocês nem vão acabar de chegar lá, vão perder a batalha e ter que ir embora do Brasil'. Não deu outra. Os holandeses ficaram no Brasil de 1624 a 1654, por 30 anos. Houve três tentativas de invasão dos holandeses a Vitória, 1624, 1640 e 1653.

Na primeira, ocorreu o episódio de Maria Ortiz; na segunda, a lenda dos soldados que desceram do céu e na terceira o saque ao Convento, as suas relíquias e à imagem do Menino Jesus. Em 1654, os holandeses foram definitivamente derrotados. As informações são do historiador Francisco Aurélio Ribeiro.

7 - Visita do imperador em 1860. Viagem do Imperador D. Pedro II ao Espírito Santo e visita ao Convento da Penha, sendo guardião Frei João Valadares nomeado pregador imperial (28/1).

8 - Franciscanos. Em 1955, através do Título de Custódia para Serviço do Patrimônio da União, e homologado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), houve a entrega definitiva do Convento aos franciscanos por licença da Santa Sé (Vaticano).

9 - Obras de arte. Há no Convento da Penha obras de arte de vários autores, de várias épocas, destacando-se as de Benedito Calixto, de Vitor Meireles e as de Carlo Crepaz. A autoria da tela de Nossa Senhora das Alegrias e de Nossa Senhora da Penha, trazidas por Frei Pedro Palácios, são de autor desconhecido.

10 - Queda lá do alto. Em uma Festa da Penha de 1980 contam que um devoto caiu no despenhadeiro que fica para o quartel do 38ºBI, não sofrendo nenhum arranhão. O caso curioso já foi ouvido por outros moradores, mas a reportagem não encontrou registros sobre a história. Estudiosos ouvidos pela equipe do Gazeta Online não duvidam que possa ter acontecido.

11 - Nave extraterrestre. Em uma Romaria dos Homens, em 1988, um dentista diz ter visto uma extraterrestre. Segundo ele, durante a missa da Romaria dos Homens, em frente à capela São Francisco, avistou um ponto luminoso que alternava cores, entre o laranja, o azul e o vermelho.

"Achei que fosse um avião, mas o ponto parou. Então, achei que fosse um helicóptero, mas cadê o barulho? O objeto veio correndo no sentido oposto ao que estava indo, parou e retornou fazendo um C', contou o dentista para o boletim informativo da Sociedade de Estudo Extraterrestres (Socex) na época."

12 - Nossa Senhora da Penha ou das Alegrias? A devoção inicial era a Nossa Senhora das Alegrias, também conhecida como Nossa Senhora dos Prazeres.

Com a construção da ermida (capela), sobre o penhasco, passou-se a denominar Nossa Senhora da Penha a imagem do altar-mor, título proveniente de penhasco (pedra), referindo-se mais ao lugar do que a uma virtude da vida de Nossa Senhora.

A devoção original é Nossa Senhora das Alegrias, advinda das sete alegrias de Maria.