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Crime do vergalhão: acusação diz que o filho da vítima era o alvo

Julgamento de homem acusado de matar empresária com um vergalhão começou na manhã desta quarta-feira (15), em Vila Velha

Felipe Rodrigues Gonçalves, 32 anos, o Alemão, preso por matar com um vergalhão a empresária Simone Venturini Tonani
Felipe Rodrigues Gonçalves, 32 anos, o Alemão, preso por matar com um vergalhão a empresária Simone Venturini Tonani
Foto: Carlos Alberto Silva

Teve início na manhã desta quarta-feira (15), no Fórum de Vila Velha, o julgamento de Felipe Rodrigues Gonçalves, de 32 anos, acusado de matar a empresária Simone Venturini Tonani, de 42 anos, após ela ser acertada com um vergalhão enquanto dirigia. O caso aconteceu no dia 4 de maio de 2018, quando a empresária passava de carro pela Avenida Champagnat, em Vila Velha, logo após buscar o filho na escola. Enquanto a acusação defende que Felipe teve a intenção de cometer o crime, a defesa alega que ele não teve o intuito de acertar a barra de ferro na cabeça da vítima.

O primeiro a ser ouvido no júri foi um investigador da Polícia Civil que atuou no inquérito da morte da empresária. Logo em seguida o acusado respondeu diversas perguntas feitas pelo juiz da 6ª Vara Criminal de Vila Velha, Enéas José Ferreira Miranda.

 

Durante quase 40 minutos, Felipe Rodrigues Gonçalves falou por diversas vezes que não teve a intenção de atingir a vítima com a barra de ferro. Ele alega que arremessou o vergalhão na tentativa de assustar dois ciclistas que teriam o provocado na rua e que o carro da vítima passou no momento em que a barra era arremessada.

FILHO DA VÍTIMA ERA O ALVO, DIZ PROMOTOR

Em seguida, o promotor de acusação do Ministério Público do Espírito Santo, João Grimaldi, rebatou a alegação de Felipe e defendeu que o acusado tinha consciência do ato que estava cometendo e que atirou o vergalhão contra o carro de forma proposital. Na interpretação da acusação, o crime deve ser qualificado como homicídio doloso – quando há a intenção de matar.

O promotor afirma que a intenção do acusado era acertar o filho da vítima, de 8 anos, uma vez que, no depoimento dado após ser preso, Felipe teria afirmado que jogou o pedaço de ferro em uma criança que teria implicado com ele. Sendo assim, o promotor defende que Felipe viu o filho da empresária no carro, entendeu que era ele quem estava fazendo as provocações e tentou acertá-lo. Durante o seu pronunciamento o promotor exibiu o vergalhão utilizado por Felipe e fotos do crime para os sete jurados que estavam no tribunal. O júri para definir a sentença de Felipe é composto de sete pessoas: quatro homens e três mulheres.

CONTINUAÇÃO DO JULGAMENTO

Após a argumentação do promotor responsável pela acusação, o juiz determinou um intervalo no julgamento. A audiência teve prosseguimento no começo da tarde desta quarta-feira (15), com o pronunciamento da defensora pública Maria Amaral Lima Suti, responsável pela defensa de Felipe. A expectativa é para que a sentença seja conhecida até o final do dia. 

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