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Curso de Direito da Ufes é o que mais aprova no exame da OAB no Brasil

88% dos alunos da Ufes foram aprovados no último exame da Ordem, neste ano

Foto: Ricardo Medeiros

O exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recebeu 43 inscrições de estudantes de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) na última edição da prova, que aconteceu no fim do mês passado. Desses, 38 foram aprovados, o que representa um índice de 88% de aprovação - o maior em questão de proporção deste ano.

Em números absolutos, a Ufes só ficou atrás de uma universidade particular do Recife. No entanto, essa instituição nordestina inscreveu apenas um aluno, que foi aprovado, mas mesmo assim pode ostentar o título de ter tido 100% dos inscritos aprovados.

> Quase 70% dos alunos da Ufes são de famílias de baixa renda

No entanto, o número de aprovações de capixabas no exame vem surpreendendo a OAB-ES, que declara que os resultados são animadores. De acordo com o presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-ES, Igor Borges Moyses, em termos de percentual de alunos a que obteve melhor resultado foi a Ufes. "É um número que anima e mostra que o mercado do Espírito Santo está bem promissor", reitera.

Para ele, o maior desafio da prova nos últimos anos tem sido o próprio aluno, já que o teste não envolve competição. Se o candidato acerta 50% ou mais das questões ele é aprovado.

"Não é eliminatório. O aluno só tem que se preocupar em ficar concentrado, saber fazer consultas rápidas ao 'vade mecum' e se preparar em questão de conteúdo", conclui. O presidente corrobora que as provas discursivas têm se apresentado mais difíceis. "Estão com um nível bem alto, o que acaba dificultando um pouco para o universitário", explica.

Não tem concorrência. O aluno só precisa se concentrar e ficar tranquilo. É importante dominar o manuseio do vade mecum, para poder fazer consultas rápidas e dinâmicas durante a prova. Isso é o principal
Igor Borges Moyses, presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-ES

PARTICULARES TAMBÉM MELHORAM

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O advogado revela que as instituições de ensino particulares têm melhorado o nível assim como as universidades públicas. Na Serra, inclusive, Igor aponta que a faculdade que mais aprovou foi uma particular que antes não protagonizava no ranking das melhores entidades. "Em Vitória também tivemos números relevantes para algumas escolas privadas e isso é bom, porque aumenta a competição e torna os alunos muito mais preparados", diz.

 

 

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