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ES tem 581 casos de chikungunya e alerta para mosquito transmissor

Números são preocupantes pois doença é altamente incapacitante. Estado vizinho enfrenta milhares de casos

Mosquitos Aedes aegypti, que transmitem zika, dengue e chikungunya
Mosquitos Aedes aegypti, que transmitem zika, dengue e chikungunya
Foto: Divulgação

O aumento no número de casos de chikungunya no Rio de Janeiro, onde foram registrados 30.871 casos até a última semana, acendeu um sinal de alerta no Espírito Santo. Por aqui, o número chega a ser pequeno na comparação: foram 581 casos este ano contra 508 no mesmo período do ano passado. Mas não há comemoração. A quantidade de registros pode crescer caso não haja uma redução do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da chikungunya e também da dengue e da zika.

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Em Vitória, as notificações da doença até semana passada já superam todo ano passado. São 113 notificações em 2019 contra 107 em 2018. A gerente de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Vitória, Arlete Dutra, destaca que os sintomas da chikungunya podem ser confundidos com a dengue.

“Na dengue os sintomas são febre alta, dor de cabeça, manchas pelo corpo, dor atrás dos olhos e dores musculares. Na chikungunya são todos esses sintomas mas tem a conjuntivite, que é um alerta, um diferencial”, afirmou.

DOENÇA É INCAPACITANTE, DIZ COORDENADOR

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Além disso, o coordenador do Programa Estadual de Combate ao Aedes Aegypti, Roberto Laperriere Júnior, destaca que apesar de não haver uma epidemia da doença no Estado, os números são preocupantes porque essa doença é altamente incapacitante, gerando custos para a saúde e também para o setor produtivo.

“A chikungunya requer um cuidado maior que a dengue porque ela é uma doença mais incapacitante. Ela gera problemas não só de saúde, mas problemas de incapacidade laboral, ela afasta as pessoas do seus trabalhos, de suas rotinas diárias por um período maior. Temos relatos na literatura de pessoas afastadas por cinco meses, até mesmo por anos com dores articulares”, explicou.

Em Vila Velha, já são 63 casos suspeitos este ano. Em Cariacica, houve 29 notificações da doença e na Serra são 24 casos este ano até semana passada.

 

 

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