Notícia

Moradores começam a contabilizar os prejuízos da chuva na Grande Vitória

Nível da água baixou, mas ainda há ruas alagadas na Grande Vitória

Moradores colocam móveis estragados em rua de Jardim Marilândia, em Vila Velha, que continua alagada após as fortes chuvas
Moradores colocam móveis estragados em rua de Jardim Marilândia, em Vila Velha, que continua alagada após as fortes chuvas
Foto: Fernando Madeira

Quatro dias após as fortes chuvas que atingiram a Grande Vitória, ainda há dezenas de famílias fora de suas casas e diversas ruas alagadas. Os transtornos causados pelos alagamentos continuam e, agora, começam a ser contabilizados as perdas. Os problemas se concentram em Vila Velha, principalmente na região da Grande Cobilândia, e na Serra, no bairro Hélio Ferraz.

O cenário pós-enchente é de eletrodomésticos e móveis – armários, colchões e até sofás – nas calçadas esperando para serem recolhidos. Os itens estavam em casas que foram inundadas.

Em Jardim Marilândia, Vila Velha, apesar de as casas não estarem mais cheias de água, os moradores ainda têm que enfrentar o alagamento para passar pelas ruas. Mesmo a bomba instalada pela Prefeitura de Vila Velha não está dando conta de escoar a água das ruas.

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Na fábrica de uniformes da Fernanda Stancioli, os prejuízos só começaram a ser contabilizados ontem, quando ela conseguiu finalmente entrar no local. Pelo o que se viu até agora, a empresária conta com o prejuízo chega a R$ 150 mil. Mas esse valor pode aumentar.

“A nossa máquina de bordar custa R$ 300 mil e o motor dela molhou com a chuva. Mas ainda não sabemos se ela quebrou porque o técnico, que vai avaliá-la, não consegue chegar aqui já que a rua ainda está alagada”, afirma Fernanda.

A empresária ainda lembra que esta não é a primeira vez que passa por esse tipo de situação, mas garante que, no último sábado, a inundação aconteceu muito mais rápido do que nas outras vezes.

“Em vezes anteriores, deu tempo de tirarmos o material do chão. Neste ano, não foi assim. A água subiu muito rápido e não deu tempo de salvar nada”, lamenta.

Na casa da catadora de material reciclável, Valdileia da Penha Muniz, 50 anos, o prejuízo em cifras pode parecer pouco, mas representa muito para ela. Tudo o que ela tinha dentro do barraco de madeira foi inundado. Entre os bens, os dois colchões.

“Eu não tenho mais onde dormir. Tinha dois colchões em casa que foram encharcados pela água da enchente”, lamenta.

OUTRAS CIDADES

Em Vitória, quatro pessoas estão desalojadas. Na Capital, há 25 áreas de risco que estão em estado de alerta por conta do encharcamento do solo, causado pelas chuvas do último sábado. O alerta só é retirado pela Defesa Civil após quatro dias sem chuvas e/ou com solo seco nessas localidades.

As áreas ficam nos bairros Jaburu, Jucutuquara, Morro do Macaco, Santos Dumont, Rio Branco, Fradinhos, Cruzamento, Morro Grande, Romão, Forte São João, Fonte Grande, Piedade, Moscoso, Quadro, Alto Caratoíra, Alagoano, Bela Vista, Jesus de Nazareth, Inhanguetá, São José, Santa Helena, Conquista, Comdusa, Morro da Capixaba, Redenção e Santa Martha.

Já em Cariacica, três famílias estão desalojadas. Segundo a prefeitura, não há mais áreas alagadas no município. Na cidade, quatro bairros com áreas de riscos receberão melhorias: Oriente, Itanguá, Bandeirantes e Flexal.

BALANÇO

Municípios

Vila Velha: 43 desabrigados. Na última segunda-feira, eram 46

Vitória: Quatro pessoas estão desalojadas desde o final de semana

Cariacica: Três famílias desalojadas desde o final de semana

Serra: 60 famílias do bairro Hélio Ferraz estão desalojadas desde o último sábado

Diferenças

Desalojados

São as famílias que tiveram que deixar suas residências, mas foram para casas de parentes ou vizinhos.

Desabrigados

São aqueles que não têm para onde ir e precisam ser alocados em abrigos fornecidos pelo Estado.

 

 

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