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Prefeitura promete reforço de 10 médicos no PA de Alto Lage

Profissionais chegam para repor os que pediram demissão nos últimos dias

O PA do Trevo estava com a recepção lotada de paciente
O PA do Trevo estava com a recepção lotada de paciente
Foto: Fernando Madeira

O cenário de pacientes esperando mais de cinco horas por atendimento, sem lugar para sentar ou água para beber, como visto nesta segunda-feira (13) por A GAZETA, no Pronto Atendimento de Alto Lage, em Cariacica, está para acabar. É o que promete a secretária municipal de Saúde, Elizabeth Albuquerque, ao afirmar que 10 médicos devem começar a atuar do Pronto Atendimento de Alto Lage ainda nesta semana.

Os profissionais chegam para repor o quadro que estava desfalcado. Para se ter uma ideia, no início do mês, cinco pediatras pediram demissão no mesmo dia. Desde então, o atendimento no local foi prejudicado. Ontem, a reportagem esteve no local e, segundo pacientes, havia seis profissionais atendendo, mas a prefeitura afirma que eram nove.

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Segundo a secretária, a unidade já conta com 15 médicos efetivos, 16 contratados e os novos médicos estão passando pelos trâmites finais para a contratação. Ela afirmou que, a ideia, é que eles reforcem o atendimento aos finais de semana, quando há maior procura.

“Identificamos que a nossa fragilidade maior é aos finais de semana, então esses médicos darão um reforço às sextas, sábados e domingos”, prometeu a secretária.

SEM CADEIRAS

Com o efetivo médico insuficiente para atendimento, a recepção do pronto atendimento - tanto adulto quanto pediátrica - estava lotada ontem. Sem cadeiras suficientes, algumas pessoas sentavam em balcões de granito, enquanto outros deitavam no chão.

“É um descaso muito grande. Minha amiga ficou no chão porque não tem cadeira para sentar. Ficamos horas esperando e mal tem água para beber. Chegamos às 11h sem previsão sermos atendidas”, reclama a atendente Sandra Santos Garcia, 39 anos, que foi acompanhar uma amiga. Elas chegaram à unidade às 11h e só foram atendidas às 17h.

Mas as cadeiras não eram a grande reclamação. O foco era a demora. Passava das 15h, quando A GAZETA chegou ao local e os pacientes relataram que quem chegou lá por volta das 10h estava começando a ser atendido.

Sem lugar para sentar, muitos sentaram no balcão de atendimento e até deitaram no chão da unidade
Sem lugar para sentar, muitos sentaram no balcão de atendimento e até deitaram no chão da unidade
Foto: Fernando Madeira

CONSULTA

Quem chegou um pouco mais tarde, também tinha pouca esperança de poder ir embora logo. A salgadeira Francine Mello, 32 anos, foi com o filho, Igor Mello, 13. Eles chegaram no PA por volta das 13h e, de cara, foram informados que a consulta não aconteceria antes das 16h. Mas Francine não acreditava que sairia do local antes das 21h.

“São seis médicos que não estão dando conta de atender a grande demanda. Tenho certeza que o atendimento para o meu filho vai acontecer só tarde da noite”, afirmou.

Era fácil encontrar, também quem tinha desistido de esperar. Uma dona de casa, que não quis se identificar, afirmou que chegou, viu como estava a situação e resolveu voltar para casa com a filha de um ano. A ideia era voltar de madrugada quando, segundo ela, o movimento é menor.

“Não tem condições de esperar. Não posso ficar com o bebê no calor e sem lugar para sentar”, reclamou.

Sobre a falta de cadeiras, Elizabeth afirmou que já sabe sobre o problema e está providenciando melhorias. “As cadeiras foram trocaram em março. Já pedimos o material e vamos trocar novamente”, afirmou a secretária de Saúde.

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