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Retirada de entulhos do prédio que desabou pode durar uma semana

A principal dificuldade no trabalho de retirada está nos pedaços grandes de concreto, que precisam ser quebrados antes de entrar nos caminhões

Retirada dos entulhos do prédio que desabou pode durar uma semana
Retirada dos entulhos do prédio que desabou pode durar uma semana
Foto: Caíque Verli

O trabalho de retirada dos entulhos do prédio que desabou no bairro Itapoã, em Vila Velha, na manhã desta sexta-feira (24), pode durar até uma semana, segundo funcionários da empresa terceirizada responsável pelo serviço. O edifício em questão tinha quatro pavimentos.

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A principal dificuldade nesse trabalho de retirada está nos pedaços grandes de concreto, que precisam ser quebrados antes de entrar nos caminhões, e nos vergalhões.

A empresa poderá usar cinco caminhões "trucks". Cada um deles consegue fazer de três a quatro viagens por dia e podem transportar até 80 toneladas por dia.

A Rua Milton Caldeira, em frente ao prédio, segue interditada neste sábado (25). No momento em que a reportagem estava no local, não havia representantes da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros.

AS BUSCAS

Após 12 horas, as buscas por possíveis vítimas do prédio que desabou continuaram durante a noite, até as 22h.

Segundo a tenente, a cadela Beck, que veio de helicóptero de Colatina durante a tarde para ajudar na identificação das possíveis vítimas, demonstrou interesse por uma área durante a busca. "A Beck farejou duas vezes a mesma área, uma área mais atrás, uma área diferente do que a Zara demonstrou interesse mais cedo. A gente está investigando e movimentamos os escombros mais uma vez. Ela indicou novamente, pela segunda vez, o mesmo local", explicou.

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O prédio que estava desabitado há pelo menos 14 anos, caiu por volta das 5h30. Os moradores disseram que havia uma placa de interditado no edifício e que a estrutura apresentava várias rachaduras.

Moradores contaram ainda que o barulho foi assustador. A manicure Ana Claudia Ferreira e o marido Eduardo Ferreira relataram que, no momento da queda, eles olharam pela janela e a rua estava cheia de poeira. O casal só entendeu o que estava acontecendo depois que desceu e viu o desabamento.

Por volta das 22h, as buscas foram encerradas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, toda a área foi verificada e a hipótese de vítimas foi descartada. Neste sábado (25) a Defesa Civil irá ao local novamente para fazer uma vistoria.

VIZINHO DISSE TER VISTO UMA PESSOA DENTRO DO PRÉDIO

Um vizinho que passava perto do prédio que desabou afirmou para o Corpo de Bombeiros que havia uma pessoa momentos antes do desabamento dentro do edifício. O pescador Roberto Gomes Coutinho, de 40 anos, passou no local por volta das 4 horas. O prédio caiu às 5h30.

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