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Espírito Santo tem média de nove armas apreendidas por dia em 2019

Do total de armas aprendidas até maio, foram 540 revólveres e aproximadamente 300 pistolas

Dois fuzis e munições calibre 7,62 mm foram apreendidos em Tabuazeiro, em Vitória, em março de 2019
Dois fuzis e munições calibre 7,62 mm foram apreendidos em Tabuazeiro, em Vitória, em março de 2019
Foto: Vitor Jubini

As forças de segurança que atuam no Espírito Santo já apreenderam 1.286 armas de fogo e armas falsas nos primeiros cinco meses de 2019 – uma média de nove armas retiradas de circulação por dia. A quantidade de apreensões nesse mesmo período é a maior em relação aos últimos três anos. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), o mês de maio liderou as estatísticas, com 309 armas recolhidas. Do total de armas aprendidas até maio, foram 540 revólveres e aproximadamente 300 pistolas. Também apreendidas 160 armas falsas e 140 armas caseiras.

Em Vitória, a Polícia Militar já fez a apreensão de quatro fuzis e quatro submetralhadoras nos primeiros cinco meses deste ano - armamentos de uso restrito, utilizados por quadrilhas que comandam o tráfico de drogas na Capital. Na área do 1º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento de localidades marcadas por recentes tiroteios entre traficantes, como o Complexo da Penha e a região do Morro da Piedade, foram 91 apreensões de armas neste ano.

No mês de março, dois fuzis calibre 7,62 mm foram apreendidos no bairro Tabuazeiro - armamentos com a capacidade de perfurar carros blindados. 

Em relação a apreensões por região, 49% das armas foram localizadas na Grande Vitória. A cidade com maior número de apreensões foi Cariacica, com 180 armas recolhidas. A cidade da Serra ficou em segundo lugar, com 154 apreensões.

MAIS DE QUATRO MIL ARMAS DESTRUÍDAS

Em uma cerimônia realizada na manhã desta quinta-feira (27), no 38° Batalhão de Infantaria do Exército, em Vila Velha, mais de 4.200 armas apreendidas no Espírito Santo foram destruídas. São armas que fizeram parte de inquéritos arquivados e poderiam ser descartadas.

Armas destruídas no 38° Batalhão de Infantaria do Exército
Armas destruídas no 38° Batalhão de Infantaria do Exército
Foto: Eduardo Dias

Durante o evento, o secretário de estado da Segurança Pública, Roberto Sá, afirmou que a Delegacia de Investigação de Comércio Ilícito das Armas, Munições e Explosivos sairá do papel em julho. Segundo ele, o foco do trabalho será descobrir o caminho feito pelas armas até chegar ao Espírito Santo.

“Quem está vendendo, quem está comprando, quem está fabricando essas armas caseiras. Eu já vou dar um recado para ele agora: vai ser preso. Quem está contribuindo para o acontecimento de mortes violentas feitas com essas armas”, disse o secretário de segurança.

Armas destruídas no 38° Batalhão de Infantaria do Exército
Armas destruídas no 38° Batalhão de Infantaria do Exército
Foto: Eduardo Dias

ARMAS DERRETIDAS EM INDÚSTRIA

As armas destruídas pelo Exército serão derretidas e transformadas em liga metálica. O material será aproveitada por indústrias na conversão em arame, tubulação e outros materiais de construção.

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