Notícia

Boato sobre combate ao mosquito da dengue: cloro em ralo é ineficaz

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros

Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika
Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika
Foto: Arquivo Agência Brasil

Com o número de casos de

dengue

batendo recorde dos últimos seis anos no Espírito Santo, proliferam também os boatos sobre a doença, que atrapalham o combate ao mosquito transmissor.

> Dengue bate recorde dos últimos 6 anos no ES

Um dos boatos que mais ganharam as redes sociais se trata sobre uma suposta recomendação da Vigilância Sanitária, que estaria pedindo para a população colocar meio copo de cloro e também uma colher de sal em todos os ralos que tiver em casa. O texto divulgado na internet ainda finaliza dizendo que o problema da dengue está mais sério.

 

O problema realmente está mais sério, mas a orientação não saiu da Vigilância Sanitária. Segundo o coordenador do programa estadual de combate ao mosquito Aedes aegypti, Roberto Laterriere, o uso do cloro não é muito eficiente e a  recomendação é que se utilize o Pyriproxifen, que mata as larvas do mosquito e tem autorização para uso em água potável.

Leia também

"O indicado é que se utilize os produtos recomendados pela OMS para água de consumo humano. Esses produtos são licenciados e são autorizados. E eles têm o poder de residualidade muito maior do que o cloro", destaca Roberto. Esse uso do cloro não tem eficiência comprovada nesse tipo de combate.

> Quantidade de mosquitos saindo de bueiro impressiona em Cachoeiro

O coordenador recomenda que a população faça a eliminação mecânica (recolhendo lixo, limpando recipientes) uma vez por semana dos criadouros do mosquito, para fazer o controle do ciclo biológico do transmissor da dengue e de outras doenças. O que não está restrito apenas aos ralos domésticos.

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

> Terreno sem limpeza: Vila Velha tem R$ 20 milhões a receber em multas

O Espírito Santo vive uma epidemia de dengue. Já são 49.198 casos registrados este ano, o maior número dos últimos seis anos registrados no primeiro semestre. Neste período, 20 pessoas morreram por complicações da doença. A situação não é exclusividade do Espírito Santo. Em todo país, já são 596.38 mil casos de dengue. O registro da doença no Estado este ano aumentou 562% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 7.425 pessoas ficaram doentes

 

 

Ver comentários