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Comerciantes otimistas com liberação da Avenida Leitão da Silva

Após anos de prejuízo, lojistas estão esperançosos e dizem que momento é de recuperação das perdas acumuladas

Foto: Eduardo Dias

Ainda é cedo para os comerciantes fazerem um balanço e dizer se a liberação da Avenida Leitão da Silva, em Vitória, nesta terça-feira (16), mas o movimento nas lojas já teve um pouco de aumento. O fato é que todos os lojistas e empresários da região estão esperançosos e enxergam uma perspectiva de recuperação econômica daqui para frente. Apesar de não estarem totalmente finalizadas e ainda ter problemas como carros estacionamentos em alguns trechos, as seis faixas da via devem dar mais fluidez trânsito até em horários de pico. A reclamação dos comerciantes agora é por conta do estacionamento para clientes.

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No entanto, o assunto está sendo tratado em reuniões que acontecem periodicamente com a Prefeitura de Vitória (PMV) e governo do Estado, como garante o presidente da Associação de Comerciantes da Leitão da Silva, Wellington Gonçalves dos Santos. Ele fala que os ajustes e, se for o caso, mudanças na avenida estão sendo tratadas em comum acordo entre empresariado e poder público.

“Nós entendemos é que a nova via já está funcionando. Nesta terça (16) observamos que não houve, em nenhum momento, trânsito na Leitão da Silva mesmo em horários de pico. A questão dos estacionamentos, iluminação, pintura, devem ser resolvidos a partir de agora, com novas reuniões”, pondera, indicando que os trabalhos de sinalização das faixas deve ser ao menos iniciado nesta quarta (17), segundo informou responsável pela obra.

MOVIMENTO MAIOR APÓS LIBERAÇÃO

Segundo o presidente, ainda é cedo para dizer se as lojas da avenida já estão contabilizando uma melhora nas vendas, mas que, mesmo assim, os empresários estão esperançosos com a liberação da via. Isso é o que garante, também, o gerente Vitor Vieira, de 36 anos, que cuida de uma loja de móveis na Leitão da Silva.

“Nesta terça (16) já percebemos um aumento no movimento de pelo menos 80% se comparamos o dia da semana das últimas semanas com este. Agora, com a liberação, dá para ver que mais gente está circulando por aqui e a perspectiva é de recuperação com esse movimento maior. As pessoas vão ficar mais dispostas a virem”, diz Vitor, que completa: “O papo entre os funcionários e lojistas das lojas daqui é que agora a tendência é só melhorar”.

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O empresário Kaio Micoli, de 32 anos, também vê que a liberação ajudou a Leitão da Silva, mas ainda acha que não dá para dizer o quanto vai demorar para as lojas voltarem a lucrar como antes. Ele confidencia que está funcionando há 10 anos e na ocasião do início das obras viu as vendas despencarem algo em torno de 60%. “Até recuperar acho que pode demorar um pouco, mas o fluxo de carros foi indiscutivelmente maior e vi que gente diferente do habitual circulou pelas calçadas”, afirma.

De acordo com Kaio, o que tem que ser discutido agora é a questão dos estacionamentos pela via. Ele é dono de uma das inúmeras lojas da avenida que não têm estacionamento próprio. Antes de as obras iniciarem, os estabelecimentos possuíam vagas para carros frontais, ou seja, na frente das lojas. “Pensamos que, de repente, poderia voltar a ser assim. Mas isso está em conversa. É que se de tudo não tiver um jeito de implementar as vagas as pessoas terão a mesma dificuldade em frequentar o comércio daqui”, corrobora.

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