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ES entre os estados com mais mortes de crianças por acidentes

São mortes por acidentes de trânsito, afogamento, sufocação, queda, queimadura e outros

Hospital Infantil de Vila Velha
Hospital Infantil de Vila Velha
Foto: Divulgação

O Espírito Santo está entre os 10 Estados que registram mais mortes de crianças e adolescentes por acidentes. O número é do Datasus e foi compilado pela ONG Criança Segura. São mortes por acidentes de trânsito, afogamento, sufocação, queda, queimadura e outros. O Estado capixaba registrou 9,64 mortes a cada 100 mil habitantes de até 14 anos.

Foram 82 mortes de crianças e adolescentes por acidentes no Espírito Santo no ano de 2017, última atualização do Datasus divulgada no último mês. Sendo 30 por acidentes de trânsito, 20 por sufocação, 14 por afogamento, 8 por queda, 3 por queimadura, 3 por intoxicação e 4 por outros.

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Segundo a gestora de comunicação da ONG Criança Segura, Vanessa Machado, já houve uma redução significativa no número de mortes por acidentes nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito.

"Os acidentes são a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Desde 2001, houve uma redução de 40% nesses índice, mas especialistas dizem que essas mortes podiam ser evitar em 90% dos casos. Ou seja, muitas crianças ainda morrem por motivos que ainda podem ser evitados".

Vanessa também lista medidas que podem reduzir o número de acidentes com crianças e adolescentes.

"Fazer campanha educativa, educar as pessoas do que pode representar o perigo. Também a utilização de equipamentos de segurança. No caso do trânsito, por exemplo, a forma mais segura de transportar uma criança no carro é usando a cadeirinha. Criação de políticas públicas e outras legislações para incentivar algumas medidas de segurança".

CUIDADOS

O presidente da Sociedade Espirito-santense de Pediatria, Rodrigo Aboudib, cita muitos dos cuidados que os pais e responsáveis devem ter com as crianças, como a posição dos bebês na hora de dormir - com a barriga para cima, o cuidado na hora de manusear panelas quentes na cozinha, a exposição de medicamentos em áreas de fácil acesso, entre outros.

"São várias as situações onde nossas crianças estão em risco. E daí é fundamental um olhar cuidadoso, atencioso, presente da família. A família é quem pode realmente abraçar essas crianças", alertou.

Em todo o país, 3661 crianças e adolescentes morreram por acidentes no ano de 2017, sendo trânsito, afogamento e sufocação as maiores causas.

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