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Sedu absolve um dos professores acusados de assédio na Serra

Professor estava afastado das atividades durante investigações de comissão interna da Secretaria de Educação. Outros dois professores estão sendo investigados

Escola Clóvis Borges Miguel, na Serra
Escola Clóvis Borges Miguel, na Serra
Foto: Divulgação

Um dos professores da Escola Estadual Clóvis Borges Miguel, na Serra, que estava sendo investigado por assédio sexual foi absolvido das denúncias pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu). A comissão responsável por apurar o caso em âmbito administrativo concluiu pela absolvição e o professor deve retornar para a sala de aula.

O professor estava afastado desde o dia 1º de julho, quando a Sedu deu início ao processo de apuração da denúncia de assédio sexual que envolvia o servidor. Ele foi o segundo professor a ser alvo de acusações de assédio na escola e foi denunciado por uma aluna à Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente da Assembleia Legislativa. 

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De acordo com a estudante, de 17 anos, o professor fez comentários a respeito do corpo e da aparência dela, chamando a adolescente de princesa e linda. Em depoimento à Comissão, a aluna disse que demonstrou desconforto com os elogios, o que levou o professor a questionar à adolescente se ela não se achava bonita, pois tinha um corpo bonito, na opinião dele. A mesma estudante também denunciou outro professor da escola, alvo das primeiras acusações.

Ao saber do caso, a Sedu afastou o professor por até 90 dias, instaurando uma investigação interna, conforme publicado no Diário Oficial no dia 4 de julho. Na semana seguinte, o professor foi até a Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre o caso. Ele negou ter feito os comentários e disse que costuma elogiar os estudantes, mas de forma profissional, sem cunho sexual.

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Na última sexta-feira (12), a Secretaria publicou no Diário Oficial a revogação da medida de afastamento cautelar do professor, pouco mais de uma semana após iniciar as apurações. Por meio de nota, a Sedu informou que a comissão responsável pela apuração do caso concluiu pela absolvição e o professor deve retornar para a sala de aula, sem dar mais detalhes.

Os outros dois professores continuam sendo investigados por assédio sexual e contra um deles já foi aberto um processo administrativo na Secretaria de Educação. Os casos também estão sendo apurados pela Polícia Civil.

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