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Sofá e até fogão em 14 toneladas de lixo retiradas da baía de Vitória

São 125 garis trabalhando, que devem recolher até 45 toneladas de lixo em três dias de mutirão

Colchões, televisões, geladeiras e muitas garrafas pet. Todo tipo de material pode ser encontrado nas águas da baía de Vitória. A poluição prejudica fauna e flora marinhas e o escoamento de água da cidade. Para garantir um meio ambiente mais saudável, a Prefeitura de Vitória está fazendo um mutirão de limpeza que já retirou 28,8 toneladas de lixo da baía.

Sofá e até fogão em 14 toneladas de lixo retiradas da baía de Vitória
Sofá e até fogão em 14 toneladas de lixo retiradas da baía de Vitória
Foto: Vitor Jubini | GZ

O mutirão começou na segunda-feira (29), com a recolhida de 14 toneladas de resíduos do canal. Na terça (30), saíram mais 14,8 toneladas. A previsão é que os 125 garis envolvidos na ação terão retirado, ao todo, cerca de 45 toneladas de poluentes da baía, quando a operação terminar, na quarta (31).

>Mutirão semelhante chegou a limpar 84 toneladas de lixo das águas em 2017

Segundo o secretário municipal da Central de Serviços, Nathan Medeiros, boa parte desse lixo vem das regiões da Grande Goiabeira, Grande São Pedro e Grande Santo Antônio. São os locais com maior quantidade de descarte irregular de resíduos e de móveis na cidade. O mutirão de limpeza deve ser feito de 6 em 6 meses e é programado de acordo com a tábua das marés.

O secretário explica que a poluição da baía, além de degradar o meio ambiente, prejudica também a vida nas cidades. A água suja é foco de doenças que podem contaminar os moradores. Além disso, os móveis jogados na água, por serem muito grandes, colaboram para a obstrução dos canais de escoamento de água: “quando chove na cidade, o lixo nos mangues do canal entope o sistema de escoamento e ajuda a provocar as enchentes nas ruas”, ele explica.

DESCARTE CERTO

Medeiros destaca que não há necessidade de descartar nenhum tipo de material na baía e que a colaboração da população é muito importante para preservar a costa. Os moradores contribuem quando fazem o descarte do seu lixo da maneira correta. Basta colocar o material para fora em sacolas que o recolhimento é feito.

Essa reportagem foi escrita por uma participante do Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta
Essa reportagem foi escrita por uma participante do Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta
Foto: Divulgação

“Temos coleta de lixo diária em Vitória, feita por caminhões que recolhem os resíduos na porta da casa das pessoas”, explica o secretário. Caso o caminhão de lixo não esteja passando pela residência de algum morador, ele pode acionar a Prefeitura e fazer a reclamação por meio do Fala Vitória, de número 156.

O morador que quer se desfazer de um móvel ou eletrodoméstico usado também deve ligar para o Fala Vitória 156, para solicitar uma visita agendada do Papa Móvel. O serviço faz o recolhimento de móveis independentemente do estado de conservação do material. Assim, a coleta de volumes maiores também é feita de forma gratuita por caminhões da Prefeitura na porta da casa do morador, sem a necessidade de jogar o móvel nas águas do canal.

Veja como descartar corretamente móveis ou eletrodomésticos usados:

Não faça o descarte na baía, pois os móveis podem entupir canais de escoamento de água e provocar enchentes na cidade, além de poluir a costa e prejudicar a fauna e a flora marinhas.

- Ligue para o 156 Fala Vitória, canal de serviços da Prefeitura, acesse o site ou aplicativo da PMV;

- Solicite uma visita do caminhão do serviço do Papa Móvel;

- A Central de Serviços vai entrar em contato com o solicitante para agendar a visita do caminhão em até 15 dias

- No dia da visita, coloque o móvel em um local de fácil acesso, próximo ao portão de casa, por exemplo, pois a equipe do Papa Móvel não pode entrar na sua casa;

- Os objetos recolhidos que estiverem em condições de uso são doados a comunidades carentes pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Materiais irrecuperáveis são enviados às associações de catadores de Vitória e vendidos como sucata, gerando renda para os catadores.

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