Notícia

Terminais do Transcol continuam cheios de problemas

Um ano após promessa, ainda há banheiros quebrados e teto escorado

Viga do teto do Terminal de Carapina está escorada para auxiliar a sustentação
Viga do teto do Terminal de Carapina está escorada para auxiliar a sustentação
Foto: Ricardo Medeiros

Banheiros sujos com torneiras e portas quebradas, teto com goteiras e até sendo escorado, pistas de rolamento com falhas e falta de locais para sentar são algumas das reclamações dos usuários dos terminais do Transcol na Grande Vitória. Apesar do investimento de quase R$ 7 milhões, anunciado há um ano, as intervenções feitas até o momento ainda não foram suficientes para reverter a situação de abandono dos terminais.

Os milhares de passageiros que transitam pelos terminais diariamente ainda têm que encarar problemas recorrentes. Além de questões mais estruturais, eles afirmam que falta o mínimo de conforto enquanto esperam o ônibus. A GAZETA esteve nos terminais de Carapina e Laranjeiras, na Serra, e em Jardim América, em Cariacica, e ouviu reclamações de passageiros e flagrou problemas nas estruturas.

> CETURB faz pente-fino e prevê investimento

Um dos mais criticados é o de Carapina. Atualmente, uma das vigas do teto está sendo escorada para auxiliar a sustentação. Os 12 suportes foram colocados há cerca de dois meses a pedido da Defesa Civil como medida para “evitar transtornos” após uma fenda de encaixe se abrir. As estruturas assustam e atrapalham os usuários do terminal. A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado (Ceturb-ES) afirma, no entanto, que não há risco para os passageiros.

O balconista de farmácia Márcio Andrade, 41, é um dos que passam diariamente pelo terminal. Ele diz que a estrutura atrapalha bastante, principalmente quando o local está cheio, nos horários de pico. “Passo nesse terminal todos os dias. Fica difícil até de andar por aqui”, diz.

Em Carapina há  bueiro destampado e pista danificada
Em Carapina há bueiro destampado e pista danificada
Foto: Ricardo Medeiros

Outra reclamação comum aos passageiros é a condição dos banheiros. Tuany Fonseca, 22, técnica em informática, afirma que não costuma utilizá-los porque estão sempre sujos e quebrados. “No banheiro, nem costumo entrar, não tem higiene adequada, não tem água na torneira e é muito sujo”, alerta.

No banheiro masculino, a reportagem constatou que falta uma cuba na pia e não há descarga. Nas pistas de rolamento, há muitas ondulações e bueiros sem tampa.

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O Terminal de Laranjeiras, na Serra, também é alvo de críticas da população. Eles afirmam que o telhado das plataformas mais antigas tem buracos, que provocam goteiras quando chove. A estrutura começou a ser reformada ontem.

Guilherme Pantaleão, 21, diz que esse reparo já é um avanço. “É uma obra necessária. Tem muitos buracos no teto e, quando chove, isso fica visível devido às goteiras”, afirma. O barman de 21 anos ainda ressalta a situação precária dos banheiros. “Tem vazamentos, é sujo, os espelhos estão danificados”. Em um dos banheiros, o teto está danificado e uma das básculas está quebrada.

Outro passageiro que comemorou o início da troca do telhado foi a dona de casa Simone Piotto, 39. “Até que enfim! Quando chove parece que nem estou debaixo do telhado, alaga tudo”, relata.

Em melhores condições, o Terminal de Jardim América, em Cariacica, passou por manutenção este ano na pista e nos banheiros. No entanto, uma das portas dos sanitários já foi arrancada. Um bilhete foi afixado no local pela administração informando que ela será recolocada em nova manutenção.

Em Jardim América, os passageiros também reclamam da falta de conforto enquanto aguardam os coletivos. “Alguns pontos de espera não possuem bancos, as pessoas ficam sem poder sentar”, citou a estudante Daniely Dutra, 17, que passa todos os dias pelo terminal.

OPINIÃO DA GAZETA

Estado terminal

Investimentos foram anunciados para melhorar a situação dos terminais, mas os usuários continuam sendo castigados (em alguns casos, até mesmo colocados em risco) pela falta de comprometimento com o seu bem-estar. Quem depende de transporte público precisa ser tratado com mais dignidade.

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