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Grande Vitória tem dois casos de suspeita de sarampo

Pacientes estão sob investigação em Vila Velha e Cariacica. Apesar da suspeitas, Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) afirma que não há casos da doença no Estado há 19 anos

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.
Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dois casos de suspeita de sarampo estão em observação na Grande Vitória. Um bebê de 11 meses está sendo investigado em Vila Velha e uma pessoa não identificada está sendo monitorada em Cariacica. As informações são da Secretaria de Saúde dos municípios. Exames já foram feitos, mas os resultados ainda não foram finalizados.

Outros 52 casos foram notificados pelos municípios à Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), mas todos eles foram descartados. Por causa do surto que atinge principalmente São Paulo, a Sesa afirma que o Estado está em alerta, mas não há casos confirmados de Sarampo há 19 anos.

> Ministério aumenta nível de alerta para sarampo no País

“Esses números não devem causar pânico na população do nosso Estado, porque representam apenas que o nosso trabalho está sendo feito. O aumento de casos suspeitos significa que a rede de atenção à saúde está atenta”, afirma Danielle Grillo, coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis.

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Danielle explica que, sempre que um novo caso suspeito é notificado pelas prefeituras, um trabalho de “bloqueio vacinal” é feito. “Quando um caso é considerado suspeito, os agentes de saúde procuram todas as pessoas que moram na mesma casa, ou trabalham na mesma empresa, ou estudam na mesma escola, e realizam a vacinação dessas pessoas em até 72 horas. Em alguns casos, pessoas de até cinco quadras do lugar onde a pessoa reside podem receber representantes da Vigilância Epidemiológica”.

CASOS SUSPEITOS

Para a pessoa ser considerada um caso suspeito, é necessário uma "tríade de sintomas”. São eles: febre, associada à tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, e também manchas avermelhadas e irritação na pele. Se os sintomas forem apresentados, a pessoa deve se encaminhar a um serviço de saúde.

“Depois do surgimento das manchas, é necessário que a pessoa fique isolada por um período de 4 a 6 dias. O sarampo é altamente contagioso, então a própria respiração já pode transmitir um vírus e uma única pessoa pode contagiar até 12 pessoas”, explica Grillo.

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.
Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

"VACINAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL"

Essa matéria foi escrita por um participante do Curso de Residência
Essa matéria foi escrita por um participante do Curso de Residência
Foto: Divulgação

"A única forma de prevenção do sarampo é a vacinação. É imprescindível", afirma a coordenadora. A vacina (que também protege o cidadão da rubéola e da caxumba) é distribuída gratuitamente para pessoas de 1 a 49 anos. São 493 salas de vacinas espalhadas por todos os 78 municípios do Espírito Santo.

Desde a segunda-feira (5), uma nova orientação do Ministério da Saúde já está sendo seguida no Estado, segundo a Sesa, para conter a doença. Agora, crianças de 6 a 12 meses também podem receber a vacinação se forem viajar para áreas que apresentam surto ativo do sarampo - principalmente cidades turísticas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará.

A vacinação é contra-indicada para crianças com menos de 6 meses de idade. Nesse caso, os adultos em contato precisam ser vacinados, para que o vírus não consiga circular até o bebê.

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