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As semelhanças trágicas nas mortes da médica Milena Gottardi e do pai

O irmão e a mãe da Milena Gottardi revelam detalhes sobre os dois crimes. Na época do assassinato do pai, a médica já namorava Hilário Frasson, apontado pela polícia como um dos mandantes da morte dela

Laila Magesk

Publicado em 10/09/2019 às 12h20

Dezesseis anos separam duas tragédias: as execuções de pai e filha. Em setembro de 2017, o assassinato da médica Milena Gottardi, aos 38 anos, tomou conta do noticiário local.

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Com um tiro na cabeça, a pediatra que cuidava de crianças com câncer foi brutalmente morta ao sair do trabalho no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória.

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Mas essa não era a primeira perda violenta sentida pela mãe e também pelo irmão da médica. A aposentada Zilca Gottardi e o técnico de qualidade Douglas Gottardi já viveram essa dor.

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Em fevereiro de 2001, aos 58 anos, o agricultor Honório Tonini, pai de Milena, foi morto no sítio da família no distrito de Pendanga, em Ibiraçu, também com um tiro na cabeça.

Em entrevista ao Gazeta Online, o irmão e a mãe da médica revelam detalhes sobre os dois crimes. Após a morte da Milena, muitas dúvidas surgiram para a família.

Na época do assassinato do pai, a médica já namorava Hilário Frasson, denunciado juntamente com o pai dele, Esperidião Frasson, como mandantes da morte dela. Os dois estão presos. 

SÉRIE

Nesta semana, prestes a completar dois anos da morte da médica, o Gazeta Online publica uma série de reportagens, em vídeo, sobre o caso. A primeira foi sobre como estão as filhas, de 4 e 11 anos, da Milena dois anos após o crime

POLÍCIA CIVIL

Em 2017, após a morte da médica, a polícia chegou a dizer que investigava se o pai de Hilário, Esperidião Frasson, tinha envolvimento no assassinato do pai dela

“Durante as apurações, tivemos informações que apontam para um certo envolvimento de Esperidião. A polícia encaminhará todos os levantamentos para a delegacia que apura a morte do pai da médica”, afirmou o delegado José Lopes em setembro de 2017. 

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A reportagem do Gazeta Online demandou a Polícia Civil para saber se o inquérito do caso foi reaberto.

Por meio de nota, "a Polícia Civil informa que o Inquérito Policial (IP) que investigava a morte de Honório Manoel Tonini, presidido pela Delegacia de Polícia de Ibiraçu, foi concluído e relatado ao Ministério Público em março de 2001, que decidiu pelo arquivamento.

Em relação ao questionamento da reabertura das investigações, somente o MP pode solicitar o desarquivamento do inquérito para novas diligências, o que, até o momento, não ocorreu", finaliza a nota.