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Prefeitura de Aracruz desmente MEC e nega interesse em escola militar

No anúncio oficial feito na página do ministério no Facebook, o órgão também errou ao chamar a cidade de "Área Cruz"

O Governo Federal abriu processo para que os 26 estados e o Distrito Federal indiquem até o dia 27 de setembro duas escolas que poderão receber o projeto em formato piloto já no primeiro semestre letivo de 2020
O Governo Federal abriu processo para que os 26 estados e o Distrito Federal indiquem até o dia 27 de setembro duas escolas que poderão receber o projeto em formato piloto já no primeiro semestre letivo de 2020
Foto: Divulgação/ Governo de Tocantins

Diferentemente do que divulgou o Ministério da Educação nas redes sociais, a prefeitura de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, desmentiu o MEC e disse que não manifestou interesse em implantar escolas cívico-militares no modelo que foi lançado pelo Governo Federal. As cidades de Linhares, Montanha e Viana também foram citadas na publicação.

Em nota enviada ao Gazeta Online, a Prefeitura de Aracruz disse que “não pediu e nem foi consultada sobre a implantação de escolas cívico-militares no município” e ressaltou que “se houver realmente essa possibilidade, discutirá com os envolvidos buscando o que for melhor para a comunidade”, pontuou. Mais cedo, em outra nota, a prefeitura já tinha dito que “desconhece a informação e, até o presente momento, não manifestou o interesse em aderir ao modelo”.

Em uma postagem publicada na noite desta terça-feira (10), no perfil que mantém no Facebook, o MEC afirmou que as cidades manifestaram este interesse. Inclusive, a publicação causou muita polêmica ao escrever errado o nome de Aracruz. O texto chama o município de “Área Cruz”.

Já na manhã desta quarta-feira (11), o MEC enviou uma nota ao Gazeta Online e pediu desculpas à população pelo equívoco. Além disso, afirmou que corrigiu o erro momentos após a publicação.

O QUE DIZEM AS PREFEITURAS

Procurada, a prefeitura de Linhares não explicou se tinha manifestado interesse antes da divulgação feita pelo MEC, mas disse que “em nenhum momento se manifestou contrária à implantação de uma escola cívico-militar no Município” e “afirma que tem interesse no projeto e considera a possibilidade da instalação de uma unidade escolar cívico-militar”.

Já a prefeitura de Montanha disse que tem interesse neste tipo de colégio e já vinha discutindo com o governo do Estado sua implantação. A nota afirma que a cidade já está, há algum tempo, apta a implantar a escola cívico-militar.

A prefeitura de Viana esclareceu que não manifestou interesse em aderir ao projeto do Governo Federal conforme divulgado pelo MEC e ressaltou que está em processo de implantação de um modelo próprio de escola cívico-militar com previsão de início das aulas em fevereiro de 2020. Mesmo assim, em nota, o município não descarta também a possibilidade de implantar uma nova escola militar no município, podendo aderir ao projeto anunciado pelo Ministério da Educação.

O QUE DIZ O MEC

Questionado, o Ministério da Educação (MEC) não se posicionou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

O Governo Federal abriu processo para que os 26 estados e o Distrito Federal indiquem até o dia 27 de setembro duas escolas que poderão receber o projeto em formato piloto já no primeiro semestre letivo de 2020.

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