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PF apura desvios da Caixa que podem chegar a R$ 385 milhões

São cumpridos 10 mandados judiciais em Brasília, mas não há pedidos de prisão

Caixa Econômica
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Foto: Vitor Jubini

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira ao menos três operações, entre elas a Backbone, que apura desvios de recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) que podem chegar a R$ 385 milhões.

Foram cumpridos dez mandados judiciais, todos em Brasília, porém não há pedidos de prisão. Segundo informações da PF, uma suposta organização criminosa está sendo investigada por desviar verbas por meio de irregularidades em contratos da área de Tecnologia da Informação (TI) junto à CEF.

A suposta quadrilha seria formada por empregados da CEF, como um ex-superintende nacional de TI que ainda trabalha no banco, Jair Vasconcelos Filho, empresários da área de Tecnologia e empresa de consultoria ACS, que pertence ao ex-funcionário do banco Antonio Conceição Souza.

As investigações apontam que empregados da CEF, juntamente com o sócio da consultoria, receberam vantagens indevidas repassadas por empresas de TI, com a finalidade de cometer irregularidades na formalização e fiscalização dos contratos dessa área no banco.

A PF apurou que a ACS recebeu cerca de R$ 14 milhões de contratos provenientes de empresas de TI que prestavam serviços já CEF. Há contratos suspeitos firmados com oito empresas da área de tecnologia. Os contratos sob investigação totalizam um valor de R$ 385 milhões.

Os policiais apuraram que as empresas de TI que prestavam serviços à Caixa repassavam valores indevidos para a ACS meio de contratos de prestação de serviços, em princípio, inexistentes. Parte do montante recebido eram distribuídos por essa consultoria para os demais membros da suposta organização criminosa.

Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção ativa, passiva e por integrar organização criminosa.

O nome Backbone faz referência à espinha dorsal de um sistema de rede de computadores.

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