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BC aprova compra de 49,9% da XP pelo Itaú, que pagará R$ 6,3 bi

Autoridade limita participação do banco na corretora

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Foto: Divulgação

O Banco Central aprovou a compra de 49,9% do capital social da da XP Investimentos pelo Itaú Unibanco. Essa participação inclui 30,1% das ações ordinárias da empresa. Será feito um aporte de capital de R$ 600 milhões. Além disso, o banco terá que desembolsar R$ 5,7 bilhões aos sócios vendedores e terá o direito de indicar dois membros para o conselho de administração.

A aquisição de fatia da XP foi anunciada em maio do ano passado e já havia sido aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), mas o BC impôs algumas limitações ao negócio.

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A primeira delas é que uma compra de participação adicional, que elevaria a participação do Itaú para 74,9% do capital (51% das ações ordinárias) seria feita em 2022. Depois, havia a chance da XP vender o restante das ações dois anos seguintes e um direito de compra do Itaú em 2033.

Pelos novos termos, a aquisição adicional está limitada a 62,4% do capital social total da XP, equivalente a 40% das ações ordinárias. Além disso, por oito anos, há o compromisso do Itaú não adquirir o controle da XP, ou seja, mais de 50% das ordinárias.

“Estamos felizes com o desfecho desta operação. Este é um modelo de negócios diverso daquele que pode ser perseguido pelo banco diretamente, que acreditamos ter grande potencial de crescimento, e se enquadra na nossa estratégia de reforçar as receitas não diretamente vinculadas a risco de crédito ou de mercado”, afirmou Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco.

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