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Espírito Santo registra 257 mil desempregados no 2º trimestre de 2018

Apesar do número alto, a taxa de desocupação, que um ano antes era de 13,4%, caiu para 12%

Carteira de trabalho
Carteira de trabalho
Foto: Fernando Madeira

O Espírito Santo registrou, entre os meses de abril, maio e junho deste ano, 257 mil pessoas desempregadas. O resultado é melhor que no mesmo período do ano passado, quando 282 mil capixabas buscavam uma vaga de emprego no Estado, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Com isso, a taxa de desocupação, que era de 13,4%, caiu para 12,0%.

Entre os desempregados no Estado, a maioria – 172 mil – têm entre 18 e 39 anos. Há mais mulheres (130 mil) que homens (127 mil) em busca de uma vaga. No Brasil, a taxa de desocupação foi de 12,4%.

A busca por emprego sem sucesso, porém, levou 32 mil trabalhadores do Estado a desistir de buscar uma chance no mercado – as chamadas desalentadas. No segundo trimestre, 32 mil pessoas estavam nessa condição, contra 35 mil no segundo trimestre de 2017.

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O contingente de desalentados no país, no segundo trimestre de 2018, chegou a 4,8 milhões de pessoas, valor superior ao do 1º trimestre de 2018 (4,6 milhões) e do 2º trimestre de 2017 (4 milhões). Esse foi o maior contingente de desalentados da série histórica da PNAD Contínua, que começou em 2012. 

O número de pessoas que trabalham menos horas que gostariam no Estado também cresceu: no segundo trimestre de 2017, 84 mil pessoas estavam nessa condição, número que cresceu para 99 mil no mesmo período deste ano.

“Os dados desse trimestre comparado ao anterior estão relativamente estáveis. Na comparação com o 2º trimestre do ano passado, houve um progresso: reduziu em 25 mil o número de pessoas desocupadas. O número de ocupados também aumentou: foram 49 mil a mais em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Mas o que aumentou foi principalmente trabalhadores do setor privado sem carteira assinada”, explica a coordenadora de divulgação do IBGE no Estado, Renata Coutinho Nunes.

O rendimento médio, porém, caiu. No segundo trimestre de 2017, o rendimento médio do trabalhador no Estado era de R$ 2.048. No mesmo período deste ano, o valor foi de R$ 1.961. “Isso pode ser, entre outros fatores, reflexo do aumento do trabalho informal”, ressalta Renata.

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