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Preços na Grande Vitória recuam e são os menores para agosto desde 2014

Endividamento e desemprego das famílias fazem consumidores gastar menos, derrubando preços, segundo análise do IBGE

Comércio na avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, Cariacica
Comércio na avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, Cariacica
Foto: Eduardo Dias

Os preços de agosto na Grande Vitória registraram 0,04% de deflação (diminuição no índice de preços), o menor resultado para o mês na série histórica, iniciada em 2014. O levantamento é do IBGE e foi divulgado nesta quinta-feira (6). Para analistas, o consumidor ainda não se sente confiante para comprar, fazendo lojistas reduzir preços.

Esta é a segunda deflação em 2018 na Região Metropolitana, que já havia registrado queda de 0,28% em março.

A variação de preços no mercado capixaba ficou abaixo do cenário nacional, que registrou deflação de 0,09% em agosto. Segundo o IBGE, é a menor taxa para o mês desde 1998, quando houve queda de 0,51%.

"Esse é o período da chamada safra seca. O resultado reflete a boa produção de alguns desses alimentos. E, por outro lado, há ainda endividamento e desemprego das famílias, por isso há receio no comprometimento da renda e baixa demanda para alguns produtos", disse o gerente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, Fernando Gonçalves.

PRODUTOS

Entre os produtos que puxaram a diminuição do índice no Estado estão a passagem aérea, com queda de 31,1%; a cebola, que ficou 13,66% mais barata; a batata-inglesa, com -9,91%; e a banana-prata, com -7,72%. No entanto, o acumulado do ano é de uma inflação de 2,87%. 

A maior alta do mês foi a farinha de trigo, com aumento de 7,11% no preço; seguida da energia elétrica residencial, que subiu 6,23%; da manga (6,08%); e da cenoura (5,27%).

 

 

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