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Vitória lidera ranking brasileiro de melhores cidades para investir

Colatina e Cachoeiro de Itapemirim também aparecem no estudo que avaliou 100 municípios

Vitória está entre as melhores cidades para se investir
Vitória está entre as melhores cidades para se investir
Foto: Reprodução/ Instagram: @dronerys

Três cidades do Espírito Santo figuram entre as 100 melhores do país para se investir. No topo do ranking, a capital capixaba somou 13,8 pontos – de 26 possíveis – e saltou três posições, em relação ao levantamento anterior, realizado em 2017. Junto com ela, apareceram, pela primeira vez, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina, que ficaram nas colocações 63ª e 87ª, respectivamente.

O estudo, realizado anualmente pela Urban Systems, levou em conta os 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Todos foram analisados de acordo com 42 indicadores relacionados a sociodemografia, economia, saúde, serviços financeiros, transporte e infraestrutura. Entre os fatores considerados estão PIB per capita, coleta e tratamento de esgoto, população classificada como extremamente pobre e abrangência de internet banda larga.

Para o vice-prefeito de Vitória, Sérgio Sá de Freitas, o desempenho da cidade é resultado de um trabalho conjunto das secretarias. “Focamos muito na simplificação dos procedimentos para obtenção de alvará e licenças para empreendedores e também no novo plano diretor urbano, que já está finalizado, e serviu para identificar potencialidades na cidade, para que ela possa crescer de forma sustentável”, afirmou.

De acordo com os realizadores do estudo, Vitória se destacou pelo equilíbrio nos índices avaliados, e a mudança de posição é reflexo de investimentos da própria cidade. Para eles, a importância do ranking está no entendimento dos municípios enquanto locais para negócios, que permite aos empreendedores e aos próprios governos locais identificarem as defasagens e os pontos fortes de cada cidade.

Localizada no sul do Estado, Cachoeiro de Itapemirim comemorou o resultado inédito. “Alguns indicadores, como receita, educação e dívida, têm relação direta com a nossa atuação no município”, comentou Rogélio Amorim, Secretário da Fazenda da cidade. “Agora, pretendemos avançar na simplificação e desburocratização para facilitar a vida do empresário e também ampliar os incentivos fiscais”, completou.

Última capixaba no ranking, Colatina já é há anos referência em confecção no país, mas para o prefeito Sérgio Meneguelli a estreia se deu também por outros fatores. “Somos referência em educação, nosso índice de criminalidade é bem abaixo da média de cidades com o mesmo tamanho e ano que vem seremos a 16ª cidade brasileira a ter 100% do esgoto tratado”, pontuou.

ANÁLISE TEMÁTICA

 

 

O estudo traz ainda as 100 melhores cidades nas categorias: infraestrutura, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e capital humano. Para essas classificações, a empresa levou em consideração alguns indicadores específicos, além daqueles utilizados no ranking geral, de acordo com o enfoque pretendido.

Nessa análise, as cidades capixabas também entram no ranking. No recorte de infraestrutura, Cachoeiro de Itapemirim aparece na 21ª posição, à frente de Vitória, que ocupa a 55ª. Ambas tiveram uma queda, em relação ao levantamento de 2017. Segundo as prefeituras locais, a piora do desempenho está relacionada à estagnação e não a piora do indicador. Ainda assim, as duas prometeram, com verbas recém conquistadas, elaborar obras importantes para a infraestrutura.

No subranking de desenvolvimento social, Vitória subiu sete posições, chegando a 68ª colocação; enquanto Cachoeiro angariou mais uma estreia, ocupando a 93ª posição. Já no recorte de desenvolvimento econômico, Colatina caiu da 60ª posição para a 84ª; e Linhares, no Norte do Estado, melhorou 17 colocações e apareceu em 69ª, uma posição atrás de Vitória.

A capital capixaba é a única cidade do Estado entre as 100 melhores do país em capital humano e ocupa, novamente, a liderança. Para a Urban Systems, esses quatro rankings temáticos sinalizam aspectos importantes para quem quer empreender, e ressalta que capital humano e infraestrutura são fatores que facilitam a atração de empresas, enquanto os desenvolvimentos econômico e social são reflexos do progresso das cidades.

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