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Reportagem da GAZETA é finalista em prêmio do MPT

Reportagem abordou conquistas e desafios dos transexuais no Estado, em áreas como Trabalho, Educação, Saúde e Segurança

Vidas transformadas: Série especial
Vidas transformadas: Série especial
Foto: Gazeta Online

A matéria Vidas Transformadas, publicada por A GAZETA, é finalista do prêmio MPT de Jornalismo 2018. O material, escrito por Diná Sanchotene, Guilherme Sillva, Mariana Perim e Siumara Gonçalves apontou diversos olhares sobre a temática dos transexuais no Estado, incluindo Trabalho, Educação, Saúde e Segurança. Este é o quinto ano seguido que o jornal é indicado para o prêmio.

No total, 395 reportagens de todo o país foram inscritas no concurso que analisa conteúdos jornalísticos que abordam irregularidades contra os trabalhadores brasileiros. Entre eles, 27 venceram a fase regional, sendo classificadas para a etapa nacional. Os grandes vencedores serão revelados durante a cerimônia de premiação que ocorrerá no dia 5 de fevereiro de 2019, na sede do Ministério Público do Trabalho, em Brasília.

Na ocasião, serão apresentados os ganhadores regionais (R$ 5 mil) e revelados os vencedores do Prêmio Nacional em cada categoria (R$ 10 mil) e dos prêmios especiais – Fraudes Trabalhistas, Igualdade de Oportunidades e Prêmio Especial MPT de Jornalismo (R$ 30 mil cada).

Siumara lembrou que foram cerca de 2 meses de trabalho – desde o início das reuniões para definir as tarefas da equipe, até a publicação que aconteceu junho do ano passado. “Foi uma grande dificuldade porque o tema é incomum. Na maioria das vezes que a temática trans é noticiada é por conta de violência, preconceito, algo negativo. A gente queria mostrar também o lado positivo”, disse lembrando que muitas das dificuldades têm sido vencidas com a ajuda dos órgãos públicos.

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“Foi um desafio muito gratificante, porque tínhamos muitas histórias ricas em detalhes e precisávamos ter o máximo de sensibilidade durante a produção. Esse reconhecimento é prova de que a boa informação também é caminho para combater problemas tão urgentes da sociedade atual, como a questão trans”, completou Mariana.

Diná destaca o lado humano da matéria. “Infelizmente nós ainda vivemos num país muito preconceituoso. E ficamos muito felizes com a receptividade que tivemos. Nós conseguimos fazer um mix das conquistas que já foram alcançadas com os avanços que ainda precisam acontecer”, comentou.

O repórter Guilherme Sillva resumiu o sentimento do grupo. “É muito gratificante ver que essas histórias podem ter ajudado outras pessoas. Em tempos tão estranhos, contar histórias de vidas dessas pessoas que resistem, faz a gente ter esperanças em dias melhores. Tenho orgulho do jornalismo que fazemos.”

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