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Inflação no Estado sobe puxada por preços de frutas e verduras

Repolho, cenoura, manga e batata-inglesa foram os itens que mais tiveram aumento

Repolho foi o produto que registrou a maior alta
Repolho foi o produto que registrou a maior alta
Foto: divulgação

A inflação no Espírito Santo subiu 0,28% em janeiro puxada pela alta nos preços dos alimentos. No Brasil, a variação no período foi de 0,32%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, o grupo de alimentos e bebidas registrou alta de 1,15% no Espírito Santo. A maior variação foi registrada entre as hortaliças e verduras – que ficaram 7,56% mais caras –, e as frutas – que encareceram 7,23%.

No Estado, os vilões do preço foram o repolho, com aumento de 29,67%; a cenoura, com 23,61%; a manga, com 22,25%; e a batata-inglesa, com 21,48%. Já a redução mais significativa ficou com o tomate, que caiu 12,69%.

Para o economista Antônio Marcus Machado, o aumento registrado no Estado, bem próximo da média nacional, é previsível para esta época do ano. Já sobre os alimentos que ficaram mais caros, ele destaca a lei da oferta e da procura. 

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“Nós estamos no verão e as pessoas buscam uma alimentação mais leve e saudável. Com isso, aumenta a procura pelas hortaliças, frutas e verduras. Como a procura aumenta, mas a produção permanece estável, o preço tende a subir, como vimos no estudo.”

O item classificado como “despesas pessoais” também teve um aumento significativo: 0,72%. Nesse contexto, a recreação foi a vilã dos preços, com um aumento de 1,86% em janeiro.

Se os alimentos e as despesas pessoais puxaram a alta nos preços, o vestuário jogou a favor dos consumidores, reduzindo os preços em 1,36%. A maior queda foi em calçados e acessórios (-1,87%), mas as roupas femininas (-1,7%) e as infantis (-1,5%) também contribuíram para segurar os preços.

O economista Arlindo Villaschi Filho alerta que a inflação já não assusta no Brasil, mas que devemos ficar atentos com a deflação, que é quando há queda dos preços. “A deflação preocupa mais. O vestuário, que teve queda, é um setor fundamental para a economia de vários municípios. Se tem deflação, diminui a rentabilidade, reduz a possibilidade de contratação e faz a roda da economia parar de girar”, comentou.

Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados pelo IBGE no período de 29 de dezembro de 2018 a 29 de janeiro de 2019 com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018.

NACIONAL

Tomate foi o que mais caiu
Tomate foi o que mais caiu
Foto: divulgação

Em todo o Brasil, os alimentos e bebidas subiram 0,9%. A segunda maior alta ficou com despesas pessoais (0,61%). Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 90% do índice do mês.

Nos Transportes, após a deflação de 0,54% registrada em dezembro, observou-se leve alta em janeiro, de 0,02%. Embora os combustíveis (-2,09%) tenham caído pelo terceiro mês consecutivo, essa queda foi menos intensa que a do mês anterior (-4,25%).

VARIAÇÃO 

Principais aumentos

Repolho: 29,67%

Cenoura: 23,61%

Manga: 22,25%

Batata-inglesa: 21,48%

Feijão-carioca: 20,30%

Banana-prata: 17,99%

Mamão: 10,28%

Cebola: 9,08%

Uva: 8,15%

Maçã: 7,01%

Couve: 6,6%

Peixe – pescada: 6,03%

Principais quedas

Tomate: 12,69%

Peixe – peroá: 6,12%

Ovo de galinha: 3,73%

Assinatura de jornal: 3,62%

Blusa: 3,56%

Músculo: 3,44%

Tangerina: 3,29%

Energia elétrica: 2,97%

Artigos de papelaria: 2,81%

Areia: 2,79%

Banana-da-terra: 2,73%

Sapato masculino: 2,69%

 

 

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