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Guedes: correção da tabela do IR reduziria arrecadações em R$ 60 bi

O presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro que atualizasse a tabela do imposto pela inflação

Paulo Guedes, ministro da Economia
Paulo Guedes, ministro da Economia
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil | Arquivo

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse, nesta terça-feira (14), que a correção da tabela do imposto de renda (IR) reduziria a arrecadação dos cofres públicos entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões por ano.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista a uma rádio, neste domingo (12), que pediu a Guedes que atualizasse a tabela do IR pela inflação. Com esta medida, mais pessoas entrariam na faixa de renda isenta do imposto ou em grupos que pagam alíquotas menores.

Guedes, no entanto, não informou qual o período de inflação considerado para calcular um impacto de até R$ 60 bilhões. Ele declarou apenas que essa conta seria "se fizesse uma correção da tabela lá atrás".

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Em audiência pública na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso, o ministro disse que, diante do rombo nas contas públicas, a mudança na tributação do imposto de renda não faria sentido já que o governo precisa reduzir gastos. "Se fizesse um negócio desse na hora em que você está falando de fazer uma reforma da Previdência para tentar conseguir R$ 100 bilhões. Você fazendo um sacrifício todo mundo e fala 'atualiza a reforma aí e dá R$ 70 bilhões para todo mundo'. Você perde, começa a confundir as coisas", disse.

Na comissão, ele também foi questionado sobre a reforma tributária. A Câmara prevê iniciar a análise de uma proposta apresentada pelo MDB e inspirada nas ideias do economista Bernard Appy.

Guedes respondeu que analisou o texto que tramita no Congresso e encontrou um problema: a proposta também prevê mudanças nos tributos estaduais e municipais.

Por isso, o ministro acredita que o texto poderá ficar travado no Legislativo por afetar governadores e prefeitos. "Nós achamos mais viável juntar os impostos federais em um IVA [imposto sobre valor agregado]", afirmou o ministro. Na ideia dele, os governadores e prefeitos, então, seriam convidados a fazer parte do imposto único.