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Multinacional quer instalar refinaria de petróleo em Presidente Kennedy

Considerada de pequeno porte, a minirrefinaria deve ter capacidade de 20 mil barris de petróleo por dias; empresa deve aplicar R$ 1 bilhão para construção de unidade

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A multinacional Oil Group Exploração e Produção quer investir R$ 1 bilhão para implantar uma minirrefinaria de petróleo no Espírito Santo. A ideia é que a planta fique na área do Porto Central, projeto que deve ser construído em Presidente Kennedy, no Sul do Estado.

Representantes do grupo apresentaram nesta quinta-feira (16) os estudos de viabilidade técnica para a criação de refinaria modular à Secretaria Estadual de Desenvolvimento (Sedes). A multinacional atua no país desde 2011, com foco na exploração de petróleo em águas profundas.

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A capacidade de refino da unidade deve ser de 20 mil barris de petróleo por dia, podendo chegar a 50 mil. De acordo com o CEO da Oil Group Exploração e Produção, Fabiano Diagoné, já há fornecedores e clientes prospectados. "Estamos num momento de estudo de viabilidade, com alguns clientes e fornecedores já identificados. As expectativas são muito boas", disse.

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Se concretizado, o investimento vai ao encontro da expectativa de entidades capixabas de trazer além da produção em mar e terrestre, outras etapas da atividade petrolífera para serem desenvolvidas no Estado, gerando mais empregos e fortalecendo a cadeia produtiva capixaba. 

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"O Espírito Santo tem total interesse em atrair refinarias deste porte. Temos uma expectativa de grande produção no campo de Jubarte após o acordo com a Petrobras. Aliados à outras empresas de exploração, queremos criar um ambiente de negócios cada vez mais propício aos investidores, fortalecendo cada vez mais imagem do Espírito Santo como um estado petroleiro", destacou o secretário de Desenvolvimento, Heber Resende.

Segundo Diagoné, a localização estratégica do Espírito Santo e o equilíbrio financeiro são fatores que favorecem a implantação deste tipo de empreendimento. "Estamos em busca de oportunidades em todo o país. No entanto, consideramos que Espírito Santo está num momento econômico à frente de outros Estados, além de possuir uma localização muito favorável para a nossa logística".

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Em janeiro, o governador Renato Casagrande (PSB), se reuniu no Rio com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e solicitou ajuda da estatal para que o Espírito Santo recebesse uma planta de refino de óleo. A ideia, segundo ele, não seria é que a Petrobras construa a unidade, mas sim auxilie na atração de empresas privadas abrindo mão do seu monopólio no setor.

Outros projetos no porto

Além da refinaria, outras grandes empresas devem se instalar na área do Porto Central. O complexo industrial-portuário já tem negociações para abrir usinas termelétricas privadas à gás natural, uma Zona de Processamento de Exportação, e um terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Perspectiva do Porto Central
Perspectiva do Porto Central
Foto: Divulgação

O Porto Central é uma joint venture entre o Porto de Roterdã e a TPK Logística. Será um porto de águas profundas, podendo assim receber os maiores navios do mundo. Ele será um empreendimento de múltiplo propósito e vai fornecer infraestrutura para instalação de vários terminais portuários.

A expectativa é que, na fase de construção, sejam gerados cerca de 4.700 empregos diretos nas obras do porto e das empresas que se instalarão nele. Os investimentos previstos na primeira fase só para o porto serão da ordem de R$ 3,5 bilhões.

A previsão é que a construção do projeto comece ainda neste ano. Após concluído a expectativa é o que porto opere contêineres, serviços de apoio a indústria petroleira, minerais, carga geral (como produtos siderúrgicos, granito e mármore, carros e equipamentos), agronegócio (como soja, milho e fertilizantes), além da geração de energia.

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