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Operação contra venda de moeda virtual apreende carros de luxo no ES

Entre os automóveis encontrados na casa dos alvos da Operação Madoff estavam uma BMW e uma Mercedes

A Polícia Federal apreendeu carros de luxos em nome de pessoas envolvidas na atividade
A Polícia Federal apreendeu carros de luxos em nome de pessoas envolvidas na atividade
Foto: Fernando Madeira

Na operação para desbaratar um esquema criminoso de venda de criptomoedas - moeda virtual aceita como meio de pagamento em muitos países, incluindo o Brasil - a Polícia Federal apreendeu carros de luxos em nome de pessoas envolvidas na atividade.

Entre os automóveis encontrados na casa dos alvos da Operação Madoff estavam uma BMW, uma Mercedes, um Honda Civic e um Chevrolet Blazer. Os suspeitos de participação na suposta fraude promoviam a venda de ativos financeiros sem a autorização do xerife do mercado de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os detalhes do esquema foram divulgados na tarde desta quarta-feira (15), em coletiva à imprensa, na sede da Polícia Federal no Estado. Madoff é o sobrenome de um dono de um fundo de investimentos americano envolvido num grande esquema Ponzi, um tipo de pirâmide financeira que causou prejuízos de mais de 50 bilhões de dólares em todo o mundo.

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Bernard Madoff, que armou a maior fraude da história, lesou bancos, empresas e investidores pessoas físicas de 40 países.

Ainda não está claro se o caso revelado pela Polícia Federal nesta quarta-feira carrega em sua essência semelhança com o Ponzi de Madoff.

OUTROS CRIMES FINANCEIROS

Não é a primeira vez, no entanto, que o Espírito Santo esteve envolvido em crimes contra o sistema financeiro. O caso mais emblemático é a Telexfree.

Segundo a Justiça, além de ser uma pirâmide financeira, a empresa, que tinha sede em Vitória, também atuava como um banco, emitindo moedas virtuais.

Apesar de o esquema Madoff ser o maior da história em volume de recursos desviados, a Telexfree foi o maior em número de pessoas envolvidas. Mais de 4 milhões em todo o mundo investiram na empresa com raízes capixabas.

A OPERAÇÃO MADOFF

A Polícia Federal no Espírito Santo cumpriu, nesta quarta-feira (15), cinco mandados de busca e apreensão, na ação denominada Operação Madoff, em decorrência de investigações que visam a apurar atividade ilegal de administração de investimentos em criptomoedas - moeda virtual aceita como meio de pagamento em muitos países, incluindo o Brasil - exercida por uma empresa com sede no Estado.

Os mandados foram cumpridos no Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Acre, contando com a participação de 43 policiais. Além das busca, a Justiça Federal determinou a suspensão das atividades da empresa, incluindo a remoção de páginas na internet, e o bloqueio de ativos, como contas bancárias, carros e imóveis.

O juiz também determinou o bloqueio das criptomoedas existentes em exchanges, que são plataformas digitais que facilitam compra, venda e a troca de criptomoedas. Além disso, a justiça autorizou a apreensão de criptomoedas em carteiras, físicas ou digitais, que estavam com os investigados durante as buscas, sendo que esse procedimento foi o primeiro do tipo no Brasil.

Os investigados poderão responder pelos crimes previstos no art. 4º (gestão fraudulenta), no art. 7º, II e IV (negociação de valores mobiliários sem autorização ou registro prévio), art. 16 (fazer funcionar instituição financeira sem autorização legal), todos da Lei 7.492/86, e art. 288 do Código Penal (associação criminosa).

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