Notícia

Área do Porto de Vitória pode explorar empreendimentos imobiliários

Estudo vai apontar melhor modelo de exploração do porto, após desestatização

Foto: Carlos Alberto Silva | GZ | Arquivo

Uma parte da área da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) pode passar por exploração imobiliária, semelhante à que aconteceu com a área do Aeroporto de Vitória, que poderá ser utilizado para diversos empreendimentos. A mudança vai depender do estudo de desestatização da Codesa, previsto para iniciar a partir da segunda quinzena de junho.

"O BNDES está contratando uma consultoria que tem conhecimentos técnicos, econômicos, financeiros, jurídicos, para que auxilie a Codesa a encontrar o melhor modelo de exploração do porto. Provavelmente, na primeira quinzena de junho o contrato será formalizado, somente então é que se poderá iniciar esses estudos para definir o modelo de gestão", disse o presidente da Codesa, Julio Castiglioni.

> Área do Porto de Vitória é arrematada por R$ 165 milhões

> Leilões podem trazer mais competitividade à economia capixaba

Os estudos e consultoria para a desestatização já foram licitados. Os responsáveis pelos estudos econômico-financeiros de desestatização serão a Investidor Consulting Partners e Consultoria Ltda – EPP e o Consórcio Portos B – Portos do Brasil. Para a realização dos estudos e consultoria será necessário o pagamento de R$ 1,99 milhão.

"Há uma diretriz do governo federal para desestatizar a Codesa. Isso não quer dizer que haverá uma privatização. Essa é, apenas, uma das possibilidades previstas em lei, mas você tem várias alternativas igualmente previstas em lei como a atração de contratos de concessão, contratos de Parceria Público Privada, ou mesmo intensificar os contratos de arrendamento que são usuais no setor portuário Brasileiro. Somente após esgotar os trabalhos com essa consultoria é que se poderá dizer qual a verdadeira vocação do porto, qual a melhor maneira de extrair um bom proveito econômico", acrescenta Castiglioni.

"Evidentemente que esse trabalho não vai se desenvolver dentro de um gabinete. Na frieza da análise técnica sem interlocução, por exemplo, com o plano político, com os operadores portuários que exploram o porto, sem discussão com o setor produtivo capixaba", conclui o presidente da Codesa.

Ver comentários