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Cresce o número de trabalhadores empregados em empresas no ES

Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) apontam que o salário médio pago aos profissionais girava em torno de R$ 2.400, em 2017

O Comércio foi responsável por empregar 24,6% dos trabalhadores em 2017, segundo o IBGE
O Comércio foi responsável por empregar 24,6% dos trabalhadores em 2017, segundo o IBGE
Foto: Arquivo

O número de profissionais contratados por empresas do Espírito Santo aumentou 1,6% entre 2016 e 2017, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (26) no Cadastro Central de Empresas (Cempre), em 31 de dezembro de 2017 eram 842.936 profissionais assalariados no Estado.

O salário-médio dos contratados manteve-se em 2,6 salários mínimos, o equivalente a R$ 2.436,20 – já que o salário mínimo era de R$ 937 naquele ano. Em 2017, foram pagos R$ 27,554 bilhões em salários e outras remunerações aos profissionais.

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O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Ricardo Paixão, destacou o ano de 2016 foi bastante turbulento no Brasil, inclusive com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Como havia uma expectativa maior, os dados se mostraram um pouco melhores", comenta. Ainda segundo ele, a renda média registrada no Estado é abaixo do ideal estipulado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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"Segundo o Dieese, o ideal para uma família de quatro pessoas é uma renda de R$ 4.259. Isso, ainda sem grandes confortos", ressaltou. Com o presidente do Corecon-ES concorda o professor Paulo Vitor Bruno Onezorge, coordenador dos cursos de Gestão e Negócios da UCL, que destaca que o valor médio dos salários no Estado é abaixo do registrado em Estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

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De acordo com a publicação, 24,6% do pessoal ocupado em empresas e outras organizações formais trabalhavam no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; 16,6% trabalhavam na administração pública, defesa e seguridade social; 11,9%, nas indústrias de transformação e 8,6%, nas atividades administrativas e serviços complementares.

"O comércio é o carro-chefe e qualquer melhoria econômica faz com que ele contrate ainda mais. E as contratações não precisam de longos treinamentos. Essa é a grande vantagem", comentou o secretário da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin.

Entre os municípios capixabas, em 2017, Vitória concentrava o maior número de unidades locais de empresas (19.677 unidades), ocupando um total de 240.045 pessoas, sendo 212.159 assalariadas, com um salário médio mensal de 3,9 salários mínimos (R$ 3.654,32), o maior do estado.

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Se, por um lado, o número de contratados cresceu, por outro, caiu o número de empresas. Segundo o Cempre, em 2016 o Estado tinha 110.692 unidades empresariais. Em 2017, o número caiu 0,1%, indo a 110.604. O número de sócios e proprietários de empresas também caiu 0,7%, saindo de 148.464 para 147.032 pessoas.

 

 

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