Renda bruta

Infográfico mostra o salário médio de cada profissão no Espírito Santo

Ferramenta permite conhecer a renda média de cada função assalariada no Estado

Mikaella Campos

Publicado em 10/06/2019 às 20h51

G.Dados é o grupo de jornalismo de dados da Rede Gazeta, que tem como objetivo qualificar e ampliar a produção de reportagens baseadas em dados na Redação Multimídia
G.Dados é o grupo de jornalismo de dados da Rede Gazeta, que tem como objetivo qualificar e ampliar a produção de reportagens baseadas em dados na Redação Multimídia Foto:

A série

"Renda bruta" 

apresenta infográfico com os salários médios de cada profissão no Espírito Santo. A ferramenta usa dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), da Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia, para traçar o perfil da população assalariada. Na análise não entram os trabalhadores informais. Somente aqueles que atuam de carteira assinada ou que são funcionários de algum órgão público.

 

 

Quer saber mais sobre o assunto? Confira na matéria "Os profissionais com os maiores salários do Estado". Reportagem revela a menor e a maior remunerações, além da renda média de cada função por município. Veja ainda a nossa Calculadora da desigualdade.

Leia outras matérias da série:

>As provas que você pode ser considerado “rico” - Ser rico ou pobre é algo subjetivo. Você pode passar dificuldades financeiras todo mês, fazer manobras para pagar as contas em dia. Mas ainda assim pode fazer parte da população assalariada mais rica do Estado. Tudo depende da realidade em que está inserido. Continue lendo.

>Salário de servidor público é o dobro de trabalhador do setor privado - A renda média do trabalhador assalariado capixaba é bem baixa, mas quando os profissionais são divididos em duas categorias é possível descobrir um quadro de desigualdade. Enquanto os empregados da iniciativa privada são maioria entre aqueles com baixas remunerações, os servidores públicos fazem parte do grupo dos mais ricos do Estado. Continue lendo.

>Educação ruim reflete em baixos salários no ES- A distribuição desigual da riqueza no mercado de trabalho formal tem sido alimentada por um sistema tributário injusto e pelas ilhas de privilegiados, mas é a educação de má qualidade que tem minado ainda mais as chances de a mão de obra subir mais degraus na escada salarial. Continue lendo.

>A cara de quem procura trabalho no Estado, mas não acha - Reportagem mostra que, além de ter baixos salários, os profissionais com pouca escolaridade também sofrem mais com o desemprego. Com a crise do mercado de trabalho, esses trabalhadores foram os que mais perderam oportunidade no mercado formal. Continue lendo.

>A cidade com um dos menores salários do país - Os mais de 300 quilômetros de Ponto Belo a Vitória não é a única distância entre os dois municípios. O fator salarial também separa as cidades. Ponto Belo, no Extremo Norte do Estado, tem a menor remuneração por hora do Estado. Enquanto a Capital capixaba, tem a melhor remuneração do Espírito Santo e uma das maiores do país. Continue lendo.

>Fora da curva: profissionais com os maiores salários do Estado - O salário médio no Espírito Santo é R$ 2,4 mil, mas existem profissionais que estão fora dessa curva e alcançam remunerações de até três dígitos. O caso que mais chama atenção é de um diretor que recebeu em média R$ 110 mil por mês. Continue lendo.

O QUE É O G.DADOS?

G.Dados é o grupo de jornalismo de dados da Rede Gazeta, que tem como objetivo qualificar e ampliar a produção de reportagens baseadas em dados na Redação Multimídia. Jornalismo de dados é o processo de descobrimento, coleta, análise, filtragem e combinação de informações com o objetivo de construir histórias. É mais uma ferramenta para reforçar e embasar a produção de notícias. 

ENTENDA O NOSSO TRABALHO

Por que fizemos esta reportagem?

A intenção da reportagem foi conhecer a realidade salarial do Espírito Santo e identificar as desigualdades e o motivo das remunerações serem tão baixas no Estado.

Como apuramos as informações?

Todo o ano as empresas privadas, públicas, órgãos do Executivo, Judiciário, Legislativo de todas as esferas (federal, municipal e estadual) precisam enviar à Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Nós pegamos os microdados (menor fração de um dado coletado em uma pesquisa que retrata cada trabalhador). A reportagem foi construída a partir da análise dessas informações.

O que fizemos para garantir o equilíbrio?

Além de usar os dados para comprovar um cenário, a reportagem procurou especialistas em mercado de trabalho que apontou os motivos para a existência da desigualdade de renda.