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Espírito Santo pode estreitar relações comerciais com Portugal

Foi lançada na sede da Findes, nesta quarta-feira (14), a Câmara de Comércio Portugal- Espírito Santo

Paulo Baraona vai presidir a Câmara de Comércio Portugal- Espírito Santo
Paulo Baraona vai presidir a Câmara de Comércio Portugal- Espírito Santo
Foto: Arquivo

O Espírito Santo pode estreitar as relações comerciais com Portugal. Foi lançada na sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), nesta quarta-feira (14), a Câmara de Comércio Portugal- Espírito Santo.

A Câmara, que vai ficar sediada em uma sala no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon), em Vitória, vai representar o setor produtivo português no Estado. O principal objetivo é ajudar capixabas empreendedores que querem levar produtos e serviços para Portugal, ajudando o empresário a entender como funciona o mercado europeu, principalmente o português.

O presidente da Findes, Léo de Castro, afirma que a Câmara pode estimular o empresário capixaba. "Nós estamos em via de avançar no acordo comercial do Mercosul com a União Europeia. A câmara vai criar uma facilidade para que empresários capixabas possam acessar o mercado europeu e vice e que empresas portuguesas também possam oferecer seus produtos aqui para o Espírito Santo."

MINÉRIO E SERVIÇOS

O presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, Nuno Rabelo de Souza, pontuou os setores que podem ser mais favorecidos com a implantação da Câmara.

"Para além das commodities brasileiras, que é um dos principais produtos de exportação, você tem também muito minério. O Espírito Santo é muito forte em minério, que representa uma parte crescente da importação de Portugal no Brasil. E depois tem a parte de serviços que tem um grande potencial", afirmou.

A Câmara será presidida por Paulo Baraona, que é vice-presidente da Findes. Ele destacou a importância da câmara devido a localização estratégica de Portugal no mercado europeu.

"Abre a economia do Espírito Santo. Na verdade, em mundo globalizado que vivemos hoje, a abertura da economia é uma necessidade. No caso de Portugal, por ser um país de mesma língua, com uma localização estratégica de entrada para a Europa, pode ser um grande ganho para a economia e os empresários capixabas."

O economista-chefe do Millennium bcp - maior grupo bancário privado português -, José Maria Brandão de Brito, também participou do evento e ressaltou a potencialidade dessa nova relação com o Espírito Santo. A Câmara deve começar funcionar oficialmente em até 30 dias.

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