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Fábrica de chocolates capixaba usa robôs na produção

Empresa usa sete máquinas inteligentes em sua linha de produção, encaixotando e distribuindo produtos

Barras de chocolate
Barras de chocolate
Foto: Divulgação

A revolução tecnológica tem trazido novos modelos de negócios e transformado processos operacionais de empresas tradicionais, fazendo uso de inteligência artificial. No mercado, as transformações atingem desde a produção de chocolates a pizzas e salgados.

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No Espírito Santo, a Garoto já utiliza robôs no processo de produção de chocolates. “Há dois anos, começamos a usar esses robôs para dar mais agilidade ao processo e reduzir o número de falhas em processos repetitivos. Hoje, temos sete que fazem parte das linhas de ponta, encaixotando produtos, distribuindo-os em caixas específicas, preparando para ser encaminhado ao mercado”, explica o gerente industrial da empresa, Durval Silva.

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Atualmente, mais de 60% das principais linhas da unidade já contam com tecnologias de robotização ou automatização. A empresa tem realizado parceria com startups e conseguido reduzir custos e aumentar o volume de produção.

OUTRAS FUNÇÕES

Durval ressalta que, apesar da robotização, os profissionais não têm perdido seus postos de trabalho. A empresa tem realocado esses trabalhadores para posições mais estratégicas na empresa, permitindo que eles desenvolvam outros potenciais.

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“Os trabalhadores não foram substituídos, pelo contrário, o volume de produção aumentou e a gente passa a criar novos postos de trabalho. O que muda é o perfil dos profissionais que a gente contrata. A gente busca pessoas com mais capacitação, cursos técnicos, que entendam um pouco de mecânica, automação”, destacou.

Empresa americana resolveu colocar máquinas para fazer as pizzas
Empresa americana resolveu colocar máquinas para fazer as pizzas
Foto: Divulgação

Nos Estados Unidos, a Zume Pizza incorporou o uso de robôs na produção de suas pizzas. Segundo a empresa, o investimento na tecnologia foi uma forma de agilizar a entrega de pizzas em Nova York.

NOVOS MODELOS

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O professor do núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Hugo Tadeu, defende que a incorporação de novas tecnologias não é apenas uma tendência, mas uma exigência para que as empresas cresçam no novo mercado. Ele define o futuro em quatro palavras: conectividade, serviços, digitalização e inovação.

“As empresas estão entendendo que sair da estrutura, do espaço físico para plataformas digitais é cada vez mais importante. Aqueles que não fizerem isso vão estar fora do mercado”, destacou.

De acordo com Hugo, os novos modelos de negócios de sucesso se voltam para a prestação de serviços. Com isso, os investidores passam a se concentrar na captação de dados e inteligência artificial.

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“Sai um modelo focado no produto e entra um voltado para o serviço em espaços digitais. As empresas começaram a entender que isso requer menos investimento e maior potencial de crescimento”, destacou.

Um dos exemplos citados por ele é do Magazine Luiza, que tem investido em serviços digitais. “A empresa conseguiu captar uma grande quantidade de dados dos clientes e entender o comportamento deles, aumentando lucro, alcance de clientes, vendas. É isso que o mercado exige, que as empresas tradicionais se transformem”, finalizou.

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