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Lucro do Banestes cai 28% no segundo trimestre deste ano

Resultado líquido foi de R$ 46 milhões contra R$ 63 milhões do período anterior. No primeiro semestre, banco lucrou R$ 109 milhões, crescimento de 34,2% em relação ao mesmo período de 2018

Agência do Banestes em Vitória
Agência do Banestes em Vitória
Foto: Arquivo

O Banestes registrou lucro líquido de R$ 109 milhões no primeiro semestre de 2019. O resultado, divulgado nesta terça-feira (13), representa um crescimento de 34,2% em relação ao primeiro semestre de 2018. No entanto, foram R$ 46 milhões de lucro no segundo trimestre deste ano contra R$ 63 milhões nos primeiros três meses, uma retração de 28% no resultado líquido.

Os últimos três meses do primeiro semestre também apresentaram indicadores piores do que o mesmo período do ano passado, quando o banco conseguiu um lucro de R$ 58 milhões. A queda em relação ao mesmo período de 2018 foi de 21,1%.

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Segundo o presidente do banco, Amarildo Casagrande, a queda no lucro se deu por um aumento das despesas com provisão para operações de crédito no segundo semestre do ano.

"Fizemos essa antecipação de provisão sendo cautelosos para que não tenhamos nenhum tipo de surpresa. Isso pode lá no final ser revertido ou não, mas preferimos ser conversadores", explica.

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O resultado operacional cresceu 8,6% no primeiro semestre, totalizando R$ 166 milhões até junho. O valor de mercado do Banestes também cresceu 63,8% no período, com o banco sendo avaliado hoje a R$ 1,78 bilhão. Segundo Amarildo Casagrande, os indicadores ficaram acima do projetado.

COBRANÇA POR RESULTADO

O governador Renato Casagrande avaliou o resultado do semestre como uma "boa notícia" mas cobrou pela manutenção dos lucro, ressaltando que a única razão que faz com que o Estado mantenha um banco comercial é o resultado positivo.

O Estado do Espírito Santo tem 92% das ações do Banestes. Por essa razão, o governo receberá o repasse de R$ 40,5 milhões como remuneração pelos lucros.

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"O Banestes faz parte da nossa política de desenvolvimento do Estado. Está em todos os municípios capixabas, o que é uma política pública. É uma ferramenta importante para o Estado. Mas ainda assim, se não tiver resultado ele não tem razão de ser um banco comercial", disse Casagrande.

O Banestes hoje possui 1, 3 milhão de contas, sendo 1,1 milhão delas contas corrente. São 870 pontos de atendimento pelo Estado, com 33% de participação no mercado de bancos varejistas no Espírito Santo.

RECEITAS

No segundo trimestre, as receitas de prestação de serviços somaram R$ 92 milhões, aumento de 11,5% contra o mesmo trimestre de 2018 e de 7,9% contra o trimestre anterior, diante da variação positiva das receitas com administração de fundos (+20,8% em 12 meses), das rendas com arrecadações e convênios (+27,0% em 12 meses), das rendas de pacotes de serviços (+6,6% em 12 meses) e das rendas com cartões (+9,6% em 12 meses).

O patrimônio líquido atingiu o saldo de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre de 2019, crescimento de 8,4% se comparado ao mesmo período de 2018 e de 0,5% em relação ao saldo do trimestre anterior. A relação entre o patrimônio líquido e ativo total foi de 5,5%.

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No segundo trimestre foram distribuídos R$ 25 milhões aos acionistas a título de Juros Sobre Capital Próprio (JSCP). No acumulado dos últimos doze meses, foi destinado aos acionistas o valor de R$ 102 milhões a título de JSCP, representando a distribuição de 48,9% do lucro líquido do período.

CARTÕES

Entre os carros-chefe do crescimento do Banestes está o cartão de bandeira própria “Banescard”. São mais de 2 milhões de estabelecimentos comerciais credenciados às redes Cielo, Getnet, Bin, Rede e Stone em todo o Brasil. No primeiro semestre de 2019, foram mais de 12 milhões de operações, expansão de 5,6% comparada a 2018. O valor transacionado em compras e saques com os cartões de débito e crédito atingiu R$ 860 milhões e crescimento de 4,6% comparado ao mesmo período de 2018.

Os cartões de crédito e débito Banestes Visa também tiveram crescimento expressivo. No primeiro semestre de 2019, expandiu em 35,3% o número de transações em compras e saques de pessoas físicas e jurídicas, em relação ao mesmo período de 2018. Esse fato resultou em um aumento de 33,2% no seu faturamento, alcançando a cifra de R$ 591 milhões no período.

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