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Campos de petróleo no Norte do Espírito Santo são leiloados

Gigantes do setor de petróleo e empresas capixabas participam de leilão que tem 4 blocos marginais no Estado

Produção de petróleo em terra
Produção de petróleo em terra
Foto: Divulgação

Quatro campos de petróleo na Bacia do Espírito Santo com acumulações marginais (áreas inativas ou com baixa produção por falta de interesse econômico) vão à leilão nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Outras 10 áreas com acumulações marginais em mais cinco bacias sedimentares do país também estão na lista.

A sessão do 1º Ciclo da Oferta Permanente ainda oferta de 273 blocos exploratórios nas bacias do Parnaíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Campos. A Oferta Permanente disponibiliza continuamente campos e blocos devolvidos ou em processo de devolução, como também blocos exploratórios ofertados em rodadas anteriores e não arrematadas.

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Campo terrestre de Saíra, a cerca de 34 km de São Mateus/ES
Campo terrestre de Saíra, a cerca de 34 km de São Mateus/ES
Foto: Divulgação/ANP

De acordo com a ANP, 47 empresas se inscreveram para participar do leilão, entre elas estão grandes petroleiras, como a Petrobras, ExxonMobil, CNOOC Petroleum e Shell. Também participam outras empresas, nacionais e estrangeiras, de menor porte. Duas companhias capixabas estão habilitadas, a Imetame e a Vipetro.

As quatro áreas com acumulações marginais no Estado que vão à leilão são: Rio Ibiribas e Lagoa Parda Sul, próximas ao município de Linhares, e Saíra e Mosquito, na região de São Mateus. Todos esses campos são terrestres.

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Há expectativa é que esse leilão revele maior interesse da iniciativa privada na exploração de petróleo em terra nos campos maduros. Isso sobretudo em função de mudanças, como simplificação de regras no setor e redução dos royalties a serem pagos pelas petroleiras.

De acordo com a ANP, nas bacias maduras, como Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Potiguar, foi fixado royalty de 7,5%, enquanto que nas áreas de nova fronteira, como é o caso da Bacia do Parnaíba, a cobrança será de 5%.

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Até então, o percentual de royalties na produção de óleo em terra era de 10%, o mesmo percentual cobrado na produção marítima.

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