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Bancos oferecem crédito para quem comprar segundo imóvel

Já pensou em financiar um segundo imóvel?

90% do imóvel. É o máximo financiável pelos bancos. O Banestes oferece essa condição para servidores públicos.
90% do imóvel. É o máximo financiável pelos bancos. O Banestes oferece essa condição para servidores públicos.
Foto: Freepik/Divulgação

 

 

Uma casa de praia, uma sala para investimento ou um apê para o filho que vai estudar em outra cidade. Precisa comprar um segundo imóvel? É possível tomar outro financiamento.

Ao contrário do que muitos pensam, os bancos não apresentam restrições para quem quer comprar um segundo imóvel ou mesmo manter dois financiamentos ao mesmo tempo. “Tudo depende da capacidade de pagamento do cliente. Se ele tiver condições, pode ter dois financiamentos ao mesmo tempo. Vamos avaliar se as parcelas do novo crédito, somado às outras dúvidas, não ultrapassa 30% da renda familiar”, afirma Marcos Quadros, gerente de crédito do Banestes.

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Quando o primeiro financiamento foi na mesma instituição, o histórico de pagamento será levado em consideração. Se o mutuário atrasou parcelas, por exemplo, é provável que o novo crédito não seja concedido. Os bancos também têm como saber se o interessado tomou um empréstimo de longo prazo em outras empresas, por meio do Banco Central.

Segundo Lúcio Bertoni, gerente-executivo da diretoria de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil, as condições são as mesmas independentemente da quantidade de imóveis que o cliente tem. “O que pode impactar são questões relativas ao uso do FGTS, de acordo com o local do imóvel. Além disso, o comprador pode ser direcionado para linhas de crédito específicas”.

Segundo as regras do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS), o benefício só pode ser utilizado como parte do pagamento do primeiro imóvel. A exceção é quando o emprego do trabalhador é em outra cidade, que não fica na mesma região territorial de sua casa própria. Também não é possível tomar empréstimo nas linhas de crédito que utilizam o recurso do fundo de garantia, operadas pela Caixa e Banco do Brasil, que têm taxas de juros mais atrativas.

MERCADO

Na Caixa, as linhas de crédito permitidas para quem vai comprar um novo imóvel na mesma região são as do SBPE. Com elas, é possível financiar com taxas entre 9% e 11,25% ao ano. O Banco do Brasil oferece taxas a partir de 8,99% ao ano. No Banestes os juros partem de 8,80% ao ano.

Quem optar por bancos particulares terá as seguintes taxas iniciais: 8,99% ao ano no Santander e de 8,8% ao ano no Itaú. As variações dependem do valor do imóvel e do relacionamento do cliente com os bancos.

AS REGRAS 

TAXAS

As linhas de crédito permitidas para quem vai comprar um segundo imóvel na mesma região são as do SBPE. As taxas variam de acordo com

a relação do cliente com o banco.

Caixa

Variam entre 9% e 11,25% ao ano.

Banco do Brasil

A partir de 8,99% ao ano.

Banestes

A partir de 8,80% ao ano.

Santander

A partir de 8,99% ao ano.

Itaú

A partir de 8,8% ao ano.

REGRAS

Não é possível utilizar linhas de crédito com recursos do FGTS, que são as mais baratas em bancos públicos. Além disso, o fundo de garantia não pode ser usado como parte do pagamento. A exceção é quando o emprego do trabalhador é em outra cidade, que não fica na mesma região territorial de sua casa própria.

CUIDADO

O valor da parcela do novo financiamento, somado às outras dívidas, não devem ultrapassar 30% da renda mensal familiar.

EVITE DOR DE CABEÇA AO ALUGAR O APÊ PELA INTERNET

Alugar o imóvel residencial por alguns dias, muitas vezes com a ajuda de sites na internet, tem sido a alternativa encontrada pelos proprietários para ganhar uma renda extra. Entretanto, alguns cuidados são essenciais para a hospedagem de curta duração para não colocar em risco a segurança do dono da unidade e dos moradores.

Segundo a diretora do Grupo Confiança Administração de Condomínio, Patrícia Sperandio, a legislação não proíbe esse tipo de hospedagem. Todavia, é importante se atentar ao que estabelece o regimento interno e a convenção de condomínio. “Nesses documentos, são pontuadas as regras quanto ao uso do imóvel, tanto para o proprietário quanto para terceiros. É preciso conhecer as normas de cada unidade para saber se o aluguel de curta duração é permitido”, explica.

Ela ressalta que a prática tem se tornado comum, em função do momento econômico que o país atravessa. “Em muitos casos, o dono do imóvel não está conseguindo alugar o empreendimento por um período maior. A saída é oferecer essa opção de estadia por um tempo mais curto, que pode variar entre dois e 15 dias, dependendo da necessidade de cada pessoa”, afirma.

Para a síndica profissional e gerente administrativa da M&M Gestão Condominial, Juliana Monteiro Mendes, seja qual for o tempo de aluguel, é fundamental comunicar com antecedência o síndico ou a administradora os dados do locatário, tais como nome completo, telefone e tempo previsto na unidade. “As informações são necessárias para o acesso ao prédio, até por uma questão de segurança”, salienta.

Ela acrescenta que, ao entregar as chaves da unidade, o hóspede deve receber também uma cópia do regimento interno, para que fique ciente das normas do condomínio, como procedimentos e uso das áreas comuns.

Os especialistas alertam que, antes de fechar negócio, é fundamental buscar informações sobre o hóspede que vai se instalar no empreendimento. Dentre elas, saber se possui endereço fixo, se não deixou dívidas para trás por meio de consultas no Serasa e SPC, e antecedentes criminais. Além disso, é essencial firmar o contrato de locação do imóvel entre as partes, com reconhecimento de firma. “É uma maneira de respaldar o dono do imóvel e evitar futuros prejuízos, pois, se o documento for omisso, o proprietário terá que arcar com os possíveis danos ao condomínio”, salienta Juliana. (Tatiana Ribeiro)

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