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Aceitar outro imóvel como parte do pagamento pode ser vantajoso

Negócio ajuda quem tem poucos recursos para trocar de imóvel e quem tem pressa em vender

É comum trocar um imóvel de alto padrão por outro com maior liquidez, recebendo uma quantia de diferença
É comum trocar um imóvel de alto padrão por outro com maior liquidez, recebendo uma quantia de diferença
Foto: freepik

Na hora de negociar um imóvel, é comum receber propostas de troca por outra unidade, mais uma diferença em dinheiro. Em alguns casos, a transação pode parecer vantajosa, mas é importante se atentar a alguns cuidados, para saber se realmente vale a pena.

Segundo a advogada especialista em direito imobiliário, Ana Paula Lagaas, esta forma de troca, também conhecida como permuta imobiliária, é válida quando ambas as partes estão interessadas no perfil dos imóveis.

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“Um exemplo é quando uma pessoa tem um imóvel pequeno e a família cresce, enquanto a outra, que tem uma unidade espaçosa, precisa de algo menor. Havendo interesse entre as partes, podem chegar a um acordo referente à troca e aos valores.”

Para o advogado Karison Pimentel, especialista em direito imobiliário, a permuta também é comum entre pessoas que querem se mudar, mas falta dinheiro para uma compra direita ou deseja evitar a burocracia de um financiamento.

AGILIDADE

O advogado explica ainda que é uma boa opção para quem tem um imóvel de alto padrão e pressa em vender, já que eles possuem uma liquidez menor.

"Neste caso, vale a pena aceitar a permuta desse imóvel mais caro por um de valor menor, mas que ofereça uma venda mais agilizada. Como unidades de dois quartos, por exemplo. O proprietário recebe a diferença em dinheiro, a chamada torna.”

CUIDADOS

Karison destaca que este tipo de negociação é uma forma menos onerosa de adquirir um novo apartamento, mas é necessário considerar alguns fatores, como avaliação do bem a ser incorporado ao seu patrimônio e se existe ou não a necessidade de torna, que é o pagamento da diferença de valores. Além disso, para quem tem a intenção de vender a nova unidade, é importante saber se ela está situada em uma boa localidade e se realmente tem maior liquidez.

Também é fundamental consultar se a unidade está regularizada no Cartório de Registro de Imóveis, por meio de documentos como certidões negativas e de ônus.

É necessário, ainda, verificar se o proprietário não possui dívidas trabalhistas e tributárias, que possam embaraçar o imóvel judicialmente. No caso de apartamentos, o comprador deve verificar se a unidade não possui dívidas em atraso, como Imposto Predial e Território Urbano (IPTU) e taxas condominiais.

“Estas últimas não vão atrapalhar a comercialização do imóvel, mas o comprador precisa ficar ciente e deixar claro na negociação, para saber quem vai arcar com estas despesas, caso haja pendências”, enfatiza a advogada especialista em direito imobiliário, Ana Paula Lagaas.

Na dúvida, vale buscar consultoria de um profissional da área, capaz de avaliar de maneira adequada os bens que serão permutados, para ter certeza do valor real dos imóveis, evitando arrependimento e transtornos futuros.

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