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Criança reencontra família após ficar anos nas mãos do Estado Islâmico

O Exército iraquiano resgatou o menino, que era dado como morto pelos parentes

Jovem foi resgatado de terroristas
Jovem foi resgatado de terroristas
Foto: Reprodução | Facebook

O jovem yazidi Emad Mishko Tamo, de 12 anos, reencontrou a família após ficar refém do Estado Islâmico durante três anos, no Iraque. O Exército iraquiano resgatou o menino, que era dado como morto pelos parentes. A mãe dele, refugiada no Canadá, descobriu que o filho estava vivo por meio de fotos que circulavam nas redes.

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As autoridades tiraram fotos da criança na busca pelos responsáveis de Tamo, e uma prima o reconheceu nas imagens. O menino não via desde 2014 os parentes, que já haviam perdido a esperança de encontrá-lo com vida. Ele chegou a um aeroporto no Canadá no fim desta quarta-feira e foi recebido por parentes. Um vídeo do reencontro mostra a emoção da mãe ao rever o pequeno e a alegria dos irmãozinhos.

"Estou feliz e muito grato a todos que fizeram parte do meu reencontro com a minha mãe", frisou Tamo no terminal, com um largo sorriso.

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A história do menino motivou uma campanha de ajuda para convencer o governo canadense a agilizar a entrada de Tamo no país. Nofa Zaghla chegou ao Canadá para se refugiar da guerra no Iraque com quatro dos seis filhos. Ela acabou separada do marido e dos dois filhos mais velhos quando a cidade em que o clã morava foi atacada pelo Estado Islâmico, em 2014.

O garoto ficou refém dos extremistas durante dois anos. Nas fotos após o resgate, Tamo está sujo, coberto de poeira, muito magro e com um curativo no braço por causa de um tiro que levou durante o resgate. Nofa disse à "CBC News" que o menino estava com um tio em um campo para refugiados antes do embarque.

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Várias entidades — Associação Yazidi de Manitoba, a Iniciativa Curda para Refugiados, os Amigos de Israel em Winnipeg, a Liberação de Cristãos e as Crianças Yazidi do Iraque — se mobilizaram e pressionaram autoridades para levar o garoto de volta aos braços da mãe. O governo canadense se comprometeu a trazer ao país 1,2 mil jovens e meninas yazidi vulneráveis e outros sobreviventes do Estado Islâmico.

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