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Facebook vai começar a testar 'paywall' de notícias

Empresas jornalísticas poderão impor limite de reportagens lidas por usuários no aplicativo da rede social no sistema operacional iOS

Facebook, computador, redes sociais
Facebook, computador, redes sociais
Foto: Reprodução

O Facebook vai começar a testar, no dia 1º de março, um sistema para que empresas jornalísticas possam cobrar por conteúdo dentro de sua rede social. A partir do mês que vem, os veículos de imprensa interessados poderão estabelecer um paywall – espécie de bloqueio que vai limitar o acesso dos usuários a um determinado número de notícias por mês, a menos que o usuário pague uma assinatura.

Testes semelhantes estão sendo feitos pela empresa desde outubro em seu aplicativo para o sistema operacional Android. A demora para o iOS – conhecido por ser um sistema operacional com usuários que costumam gastar mais em aplicativos e serviços de assinatura – se deveu a problemas nas negociações com a Apple. Por enquanto, os testes estão sendo feitos nos Estados Unidos apenas.

Segundo a diretora de parcerias com mídia do Facebook, Campbell Brown, as empresas jornalísticas poderão oferecer entre 5 e 10 notícias gratuitas por mês.

Além disso, de acordo com o site americano TechCrunch, as empresas jornalísticas ficarão com 100% da receita obtida com as assinaturas feitas por meio da rede social – isto é, o Facebook não vai cobrar pelo serviço, como já acontece no Android, a despeito da cobrança usual de 30% da Apple e do Google por assinaturas que passam por suas lojas de aplicativos. Segundo o Facebook, a empresa não está pagando nada aos donos dos sistemas iOS e Android pela vantagem "competitiva".

Vídeos. Outra novidade anunciada pela diretora de parcerias com mídia do Facebook Campbell Brown é a de uma nova aba na sessão de vídeos do Facebook, a Watch. Segundo ela, haverá um espaço específico para vídeos jornalísticos na seção – que poderá ser usado por veículos de mídia para publicar notícias urgentes.

Brown também comentou a recente declaração do magnata de mídia Rupert Murdoch, que disse que a empresa deveria pagar pelas notícias expostas na rede aos veículos de imprensa que as publicaram. "Nunca diga nunca", brincou Campbell, com a ressalva de que seu trabalho é levar notícias corretas ao Facebook – e não o de fazer todas as editoras felizes.

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