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Recrutador de terroristas do 11 de setembro é preso na Síria

Alemão de origem síria, Mohammed Haydar Zammar foi detido por forças curdas

Atentado terrorista ao Pentágono, nos EUA, em 11 de setembro de 2001
Atentado terrorista ao Pentágono, nos EUA, em 11 de setembro de 2001
Foto: Reprodução/Pixabay

Um extremista alemão de origem síria acusado de ter participado do planejamento dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, foi capturado pelas forças curdas na Síria. Um comandante das Forças Democráticas da Síria (SDF) confirmou à agência France Presse que Mohammed Haydar Zammar está sob custódia no país.

"Mohammed Haydar Zammar foi capturado pelas forças de segurança curdas no norte da Síria", indicou o oficial de alta patente, que não indicou se o preso era suspeito de envolvimento com o Estado Islâmico.

O extremista se mudou da Síria para a Alemanha em 1971 e se tornou um religioso conhecido em Hamburgo. Ele é acusado de ter encorajado Mohamed Atta, o líder dos terroristas do 11 de setembro, e outros membros da célula da cidade alemã a promover um ataque terrorista. O relatório da comissão que investigou o atentado de 11 de setembro acusou o agora preso de convencer os homens a irem ao Afeganistão receber treinamento da al-Qaeda.

Não há indicativo, porém, se Zammar sabia do plano de lançar aviões contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. A detenção do extremista foi revelada pelo diário alemão "Bild", que citou fontes curdas e destacou que o capturado estava detido em uma cadeia gerida pela Unidade de Proteção ao Povo Curdo (YPG), um braço armado das SDF.

LIBERADO DUAS VEZES

As autoridades alemãs investigaram o religioso após o atentado sob suspeita de que ele havia apoiado a organização terrorista. Na Alemanha, onde era alvo de uma ordem de prisão pela assistência extremista, alguns deputados acusaram o governo de não fazer o suficiente para proteger um cidadão alemão que poderia acabar sob tortura ou em um processo não equitativo. Ele foi liberado e deixou o país. Zammar foi detido no Marrocos em dezembro de 2001, em operação que contou com a participação da CIA, e acabou entregue às autoridades sírias duas semanas depois.

Um tribunal sírio o condenou a 12 anos de prisão, em 2007, por seu pertencimento à Confraria da Irmandade Muçulmana, acusação que poderia levá-lo à pena de morte. Mas, após o início da guerra na Síria, ele foi libertado em uma troca de prisioneiros entre o governo sírio e o grupo rebelde Ahrar al-Sham.

Naquele momento, operava na Síria a Frente al-Nusra, que tinha vínculos com a al-Qaeda. Mais tarde, a frente assegurou ter rompido a relação com essa organização. É incerto que destinou tomou Zammar após a libertação, mas ele foi fotografado em 2014 em uma reunião com extremistas do Estado Islâmico e líderes tribais sírios. Relatos não confirmados registram que o alemão passou a recrutar jihadistas em potencial no Egito, a pedido do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

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