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Bombardeios aéreos deixam 22 civis mortos no Sul da Síria

Os ataques são atribuídos à aviação russa, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos

Foto de arquivo de um outro bombardeio na Síria
Foto de arquivo de um outro bombardeio na Síria
Foto: @radioamericahn | Twitter

Bombardeios aéreos na província de Deraa, Sul da Síria, deixaram 22 civis mortos nesta quinta-feira, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Uma correspondente da agência de notícias "AFP" informou, via Twitter, que a maioria está em Al-Mseifra, cujo hospital foi posto fora de serviço há menos de 48 horas.

Os ataques são atribuídos à aviação russa, no âmbito de uma ofensiva do regime de Damasco e de seu aliado Moscou nesta região.

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Dezessete das 22 vítimas, incluindo cinco crianças, morreram quando estavam refugiadas no porão de uma casa da localidade de Al-Mseifra, informou o OSDH.

Nesta quarta-feira, ataques aéreos atingiram cidades controladas por rebeldes em todo o Sul da Síria, uma região estratégica que fica próxima à Jordânia e às colinas de Golan, ocupadas por Israel, colocando três hospitais fora de serviço depois que o governo agiu com o apoio da Rússia na principal cidade da região, Daraa.

O regime sírio avança no Sul do país após conquistar conquistar duas localidades rebeldes, perfurando assim os territórios controlados pelos insurgentes na província de Deraa. De acordo com a agência estatal síria Sana, as forças do presidente Bashar al-Assad retomaram o controle da cidade de Busra al-Harir e Mlihat al-Atash, dividindo em dois os territórios rebeldes do leste da província de Deraa, anunciou o OSDH.

A captura da área atravessa uma área até então nas mãos de opositores na província de Deraa, onde milhares já fugiram, segundo a ONU, e a pressão de Assad cresce apesar de alerta dos Estados Unidos.

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