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Corpo de brasileira morta na Nicarágua já foi liberado, diz Itamaraty

Órgão não deu mais detalhes sobre chegada do corpo da estudante ao Brasil

Raynéia Gabrielle Lima, estudante brasileira na Nicarágua
Raynéia Gabrielle Lima, estudante brasileira na Nicarágua
Foto: Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou nesta segunda-feira (30) que o corpo da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos, morta a tiros há uma semana em Manágua, na Nicarágua, já foi liberado para translado até Pernambuco, estado onde mora a família da jovem. O órgão não deu mais detalhes sobre a chegada do corpo de Raynéia no Brasil.

Raynéia foi morta na noite da última segunda-feira por um tiro que perfurou tórax e abdome. A jovem era estudante de Medicina na Universidade Americana de Manágua (UAM) desde 2013.

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Testemunhas e colegas da estudante atribuíram a morte a grupos paramilitares leais ao governo do presidente Daniel Ortega. Inicialmente, a polícia disse que o responsável pelo disparo foi um segurança privado.

Na última sexta-feira a polícia da Nicarágua anunciou que prendeu um suspeito da morte da estudante brasileira. "Foi capturado Pierson Gutiérrez Solís, de 42 anos, suposto autor dos disparos que tiraram a vida da cidadã", informou a breve nota da polícia. As evidências contra o detido "serão remetidas às autoridades competentes", acrescenta o comunicado, sem revelar as informações que incriminam Solís.

Na nota, a polícia informou que a arma usada no crime foi uma carabina M4, uma versão de fuzil automático fabricado pela empresa americana Colt, usada, por exemplo, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

Também na sexta, antes da divulgação da nota, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, havia criticou o governo da Nicaraguá, afirmando que as informações prestadas tinha sido insuficientes.

"A notícia que dá o governo da Nicarágua é que foi um guarda de segurança particular. Quem foi? Qual é o calibre da arma? Em que circunstância isso ocorreu? Não houve até agora um esclarecimento desse episódio e nós vamos insistir porque isso nos parece uma coisa absolutamente inaceitável", reclamou.

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